Publicado 30 de Novembro de 2021 - 8h58

Por Estéfano Barioni/ Correio Popular

O sistema de crédito tem uma grande importância para a economia de um país

Divulgação

O sistema de crédito tem uma grande importância para a economia de um país

O sistema de crédito tem uma grande importância para a economia de um país. Muitas vezes, é através de concessões de crédito que as famílias conseguem recursos para a compra da casa, do automóvel, para sustentar o estudo dos filhos e até mesmo para realizarem pequenas iniciativas empreendedoras. Em casos extremos, o crédito também pode ser tomado para cobrir despesas emergenciais ou regulares.

Crédito 2

Para as empresas, o crédito tem uma importância enorme, pois permite levantar recursos para aumentar suas operações, comprar novos equipamentos, investir na expansão e alavancar seu nível de atividade. Além disso, ajudando a sustentar o consumo pelo lado dos clientes, o acesso ao crédito também promove indiretamente o aumento das vendas das empresas.

FRASE

"Os provedores de serviços financeiros atuam como o óleo lubrificante da economia. Eles unem pessoas que desejam investir suas economias com um bom retorno e empresas que desejam tomar empréstimos nas melhores condições para expansão.”

John Bruton, ex-Primeiro Ministro da Irlanda

Expansão

O crédito tem se expandido em nosso país, em grande parte por conta da queda da renda e pela inflação elevada que coloca pressão sobre os orçamentos familiares. No terceiro trimestre de 2021, entre julho e setembro, o crédito para as empresas teve aumento de 3,6% em relação ao trimestre anterior, enquanto o crédito para pessoas físicas teve expansão de 6,4%.

Expansão 2

Em todas as regiões e todos os estados brasileiros, houve expansão no crédito, tanto no segmento pessoa física como no segmento pessoa jurídica. Isso mostra uma recuperação da atividade econômica e do consumo. Nas regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, o crédito se expandiu mais do que as outras por conta do crédito rural, com as operações do Plano Safra 2021/2022 sendo liberadas nesse período.

Concentração

A região Sudeste, é claro, concentra a maior parte das operações de crédito tanto na pessoa física como na pessoa jurídica. O saldo acumulado nas operações de pessoa física supera R$ 1,13 trilhão, correspondendo a 45% do total nacional, de R$ 2,53 trilhões. Na pessoa jurídica, o Sudeste detém um saldo acumulado de R$ 1,08 trilhão, correspondendo a 42% do total nacional, de R$ 1,87 trilhão.

Pessoa Física

Na região Sudeste, no segmento pessoa física, as modalidades que predominaram as contratações foram os financiamentos imobiliários, que tiveram acréscimo de R$ 17,3 bilhões em novas operações no terceiro trimestre. Em seguida, aparece o cartão de crédito à vista, com R$ 11,9 bilhões em novas operações realizadas. Em terceiro lugar, aparece o crédito pessoal não consignado, com quase R$ 10 bilhões em novas contratações.

Pessoa Jurídica

Na pessoa jurídica, o comércio foi o principal demandante de crédito em todas as regiões brasileiras. Em todo o país, pouco mais de R$ 23,8 bilhões de crédito foram contratados no comércio, fazendo com que o saldo acumulado dessas operações crescesse 5,8% no trimestre. No Sudeste, empresas de transporte rodoviário de carga também tiveram destaque contratando R$ 3,6 bilhões em crédito.

Inadimplência

O nível de inadimplência das carteiras de crédito continuou reduzido. O percentual de operações com pelo menos uma parcela em atraso há mais de 90 dias, no segmento pessoa física, ficou abaixo de 3% em todas as regiões, menos no Nordeste, onde esse percentual chega a 3,5%. No segmento pessoa jurídica, a inadimplência é ainda menor, com esse percentual sendo inferior a 1,75% para todas as regiões.

Juros

O crédito tem uma função muito importante para trazer dinamismo e fôlego à economia, especialmente em momentos de crise. No entanto, a elevação das taxas de juros necessária para combater a inflação pode transformar-se em uma armadilha, especialmente devido ao gigantesco nível de spread bancário que temos no Brasil. No que se refere aos níveis de inadimplência, esse spread poderia ser bem mais baixo.

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Estéfano Barioni/ Correio Popular