Publicado 23 de Novembro de 2021 - 9h20

Por Estéfano Barioni/ Correio Popular

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia

Marcello Casal JrAgência Brasil

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia

Na semana passada, o Pix comemorou um ano de existência. Desde a sua criação, em 16 de novembro de 2020, o novo sistema eletrônico de pagamentos instantâneos (Pix) já acumulou números impressionantes. Em apenas três meses de operação, o Pix havia superado o número de transações realizadas através de TED e DOC somados.

Número de Operações

No final de outubro, o Pix atingiu o montante de 1,2 bilhão de operações realizadas no mês, representando 72% das transações realizadas considerando TED, DOC, boletos e cheques. A quantidade de operações realizadas por Pix já ultrapassou também outros meios de pagamento, atualmente ficando atrás apenas do cartão de crédito.

FRASE

"O Pix incentiva a eletronização dos pagamentos, faz frente ao contexto de digitalização dos negócios, amplia a eficiência do mercado e é um importante vetor para a promoção da inclusão financeira.”

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Expandindo

Além disso, o sistema continua em expansão, alcançando recorde de operações diárias no último dia 05 de novembro, quando foram feitas mais de 50 milhões de transferências através do Pix. Desde o seu lançamento, já foram feitas mais de 7 bilhões de operações com o sistema, movimentando 4,1 trilhões de Reais. As operações realizadas tem um valor médio de R$ 585,00.

Chaves Cadastradas

Segundo o Banco Central, 61,4% da população brasileira utiliza o Pix. O número de chaves cadastradas no sistema já alcança 348,1 milhões. Destas, 1,8% são vinculadas a números de CNPJs, 14,5% são vinculadas à endereços de e-mail, 21,9% ao número do telefone celular, 26,9% ao número do CPF e 34,9% são chaves aleatórias (nomes, marcas ou palavras criadas pelos usuários).

Chaves Cadastradas

Do lado corporativo, já são quase 8 milhões de empresas que já utilizaram o Pix para realizar pagamentos ou receber valores. Esse número representa 55% das empresas que possuem relacionamento ativo com o sistema bancário. Os setores que mais utilizaram Pix para recebimentos foram o comércio (38%), atividades profissionais, científicas e técnicas (13%) e atividades administrativas (11%).

Segurança

Mas nem tudo são flores. Com o aumento no uso do Pix, cresceu também o número de fraudes, golpes e até mesmo crimes realizados com o novo sistema. Os criminosos têm sido atraídos pela popularização do novo meio de pagamentos, pela facilidade do uso e pelo recebimento imediato dos valores.

Segurança 2

Os crimes não acontecem por interferências eletrônicas no sistema, que é considerado bastante seguro. Os métodos mais comuns para aplicação dos golpes são sites falsos de vendas de produtos e também o golpe do Whatsapp, onde uma mensagem vinda de um perfil falso de um de seus contatos pede um Pix para cobrir um pagamento emergencial. As pessoas são levadas ou coagidas a realizar as transferências em favor dos criminosos.

Recursos

Por conta disso, o Banco Central instituiu duas novas ferramentas para tentar aumentar a segurança do sistema. A primeira é o Bloqueio Cautelar e a segunda é o Mecanismo Especial de Devolução. O Bloqueio Cautelar permite que a instituição que detém a conta do recebedor realize um bloqueio de 72 dos valores recebidos, para analisar as movimentações em caso de suspeita de fraude.

Recursos 2

No Mecanismo Especial de Devolução, a pessoa que foi lesada deve imediatamente notificar o próprio banco e realizar um boletim de ocorrência. Os recursos são bloqueados por 7 dias e sujeitos a uma análise. Constatando-se a fraude, os valores são devolvidos. Vale lembrar que essas ferramentas não poderão ser utilizadas em casos de desacordo comercial ou envio do Pix para uma chave errada.

Pensar Duas Vezes

Prevenir é melhor do que remediar. Antes de fazer um Pix de valor mais elevado, pense duas vezes e reflita sobre o destinatário do dinheiro, se ele é mesmo quem diz ser, e sobre a possibilidade de você de fato receber o bem ou serviço pelo qual você está pagando. Isso vale para o Pix e para qualquer outra decisão econômica de sua vida.

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Estéfano Barioni/ Correio Popular