
iG - Milene Moreto (Cedoc/RAC)
Marcada por polêmicas e discussões, a eleição do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Campinas, que começa amanhã, não deverá se diferenciar de anos anteriores. As chapas de oposição, lideradas pelo PT e PSOL, garantem que farão barulho caso medidas de segurança como a guarda das urnas em local seguro, por exemplo, não sejam adotadas pela comissão eleitoral. Os opositores também prometem ficar de olho nas urnas itinerantes e nos chamados “olheiros”.
Debate
Os opositores se disseram confiantes na vitória neste ano. A atual diretoria do sindicato é liderada por integrantes do PSB, partido do prefeito Jonas Donizette. Para Margarida da Silva Calixto, a Guida, integrante da Chapa 3, a forma como a atual diretoria despolitizou a luta sindical já é mais do que um motivo para a renovação. Em vez da luta política, segundo Guida, houve a luta judicial promovida pelos atuais dirigentes.
Segurança
A chapa 2 ligada ao PSOL, buscou a Procuradoria Regional do Trabalho da 15 Região para denunciar irregularidades que, segundo os sindicalistas, ocorreram durante a assembleia que elegeu os membros da comissão eleitoral. Para Fernanda Lisboa, integrante da Chapa 2, existe também uma insegurança no processo eleitoral no que diz respeito aos procedimentos de votação. De acordo com ela, o Poder Judiciário não chamou a audiência de conciliação e não entrou no embate do processo eleitoral, o que poderá causar uma insegurança na votação.
Polêmica maior?
O principal problema da Chapa 1, ligada ao PSB, é a presença do seu maior líder no governo Jonas. Com a vitória do PSB nas urnas, Marionaldo Maciel assumiu a função de secretário de Recursos Humanos. Para Jadirson Tadeu Cohen, um dos coordenadores do sindicato, a presença de Marionaldo no Executivo é motivo de comemoração, uma vez que o sindicalista conhece as mazelas do poder público no que diz respeito ao funcionalismo.
Questionamentos
Os opositores questionaram também os atuais dirigentes da categoria em razão da antecipação do pleito. O mandato dos atuais dirigentes vai até outubro deste ano. A movimentação eleitoral elevada neste momento, de acordo com as chapas opositoras, é uma manobra para não centrar esforços nas negociações salariais.
E a negociação?
O secretário de Relações Institucionais, Wanderley Almeida, afirmou que a comissão de negociação será instituída somente no início de maio, quando o Executivo tiver os valores da correção inflacionária de abril, para então debater a pauta econômica. Na pauta social, Wandão já adiantou que muitas das solicitações da categoria não poderão ser atendidas. Mas ressaltou que o governo Jonas colocou em prática reivindicações antigas, como a valorização de servidores de carreira.
Ninho tucano
Com a polêmica na eleição do diretório estadual do PSDB, alguns tucanos da ala dos “descontentes” acreditam que o recurso impetrado na instância superior do partido para impugnar o pleito local será colocado em banho-maria e poderá demorar mais do que o previsto.
A explicação
Há uma semana o prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT) reapareceu e deu suas primeiras declarações desde que perdeu o mandato em agosto de 2011. Em entrevista ao jornal "Correio Popular", o pedetista falou de um complô para tirá-lo do governo, mas não explicou nada sobre as denúncias atribuídas à sua mulher, a ex-primeira-dama Rosely Nassin Jorge Santos, e ao núcleo duro de seu governo. Em seu blog, os comentários do pedetista também não entram no âmbito do que ocorreu na Sanasa. Muitas perguntas continuam sem respostas. Hélio quer ressurgir como Fênix, sem passado e sem herança.