Funcionários entraram hoje no sexto dia de paralisação por melhores condições de trabalho
Cerca de 100 funcionários dos Correios participaram da passeata pelas ruas do Centro de Campinas ( Gustavo Tilio/Especial para a AAN)
Cerca de 150 funcionários dos Correios e Telégrafos de Campinas e região fizeram nesta terça-feira (4) uma passeata pelas ruas do Centro da de Campinas. A categoria, que entrou hoje no sexto dia de paralisação, foi às ruas para cobrar melhores condições de trabalho. O protesto começou às 12h25 na esquina da Rua Ferreira Penteado com a Avenida Francisco Glicério, em frente à sede da empresa. Os trabalhadores seguiram em passeata pelas principais ruas e avenidas do Centro, provocando transtornos para os motoristas que estavam na região.De acordo com informações da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o protesto terminou por volta das 13h10, na Rua Coelho Neto, sede do sindicato, no Guanabara. Não foi possível contabilizar a extensão da lentidão provocada no trânsito, mas agentes de mobilidade acompanharam todo o protesto para amenizar os danos. BalançoSegundo o sindicato, a paralisação tem adesão estimada de 70% na cidade. A principal reivindicação é a manutenção do plano de saúde e o pagamento do plano de cargos, carreiras e salários. Devido ao forte calor que vem registrando recordes de temperatura na cidade, os carteiros querem que as entregas sejam feitas sempre no período da manhã. Hoje as entregas são feitas somente à tarde.Carteira há seis anos e com vários problemas por causa do trabalho, R.J., de 40 anos, é contra a mudança do plano de saúde porque teme que o atendimento não seja tão bom quanto o do convênio atual. "Eu já fiquei até afastada porque tive torsão nos dois pés. Agora, estou com uma hérnia por causa do peso. Tenho medo de que essa mudança prejudique nosso atendimento. Os carteiros vivem lesionados. O plano de saúde para a gente é muito importante", disse. M.S, de 47 anos, entrega carta há 12 anos e rompeu o ligamento dos dois ombros em um acidente de trabalho. "Eu sou contra a troca do convênio. É difícil carteiro que não tenha problemas de saúde. Dor nas costas acho que não existe um carteiro que não tenha", afirmou. Veja também Carteiros mantêm greve e prometem ato no Centro Funcionários querem manutenção de plano de saúde e mudança de horário Funcionários dos Correios mantêm paralisação Trabalhadores querem manutenção do plano de saúde e que as entregas sejam feitas pela manhã Plano de saúde causa paralisação de carteiros Funcionários também estão parados em Olímpia, Mirassol, Tanabi e Votuporanga Entrega dos Correios é suspensa em 73 áreas Os carteiros exigem escolta devido aos constantes casos de roubos de mercadorias e violência Correios retomam serviço nas áreas de risco da região Carteiros decretaram estado de greve na última sexta-feira devido ao grande número de roubos Sem escolta, carteiros ameaçam realizar greve Categoria decide nesta segunda-feira se paralisa as entregas de encomendas devido roubos