FINANCIAMENTO

Um semestre de ouro para o sonho

Volume de empréstimos liberados pela CEF ultrapassa os R$ 1,5 bilhão e caminha para recorde anual

Adriana Leite
19/07/2013 às 09:43.
Atualizado em 25/04/2022 às 08:17

O primeiro semestredeste ano foi vigoroso para o crédito imobiliário na região de Campinas. Dados da Caixa Econômica Federal,principal financiadora do setor, mostram que os empréstimos somaram R$ 1,52 bilhão de janeiro a junho, um crescimento de 46,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o volume chegou a R$ 1,04 bilhão.

A meta agora é superar os R$ 3 bilhões no ano e passar a melhor marca da instituição, alcançada em 2012, de R$ 2,26 bilhões.

A demanda da região move o setor da construção civil. Balanço semestral da Caixa apontou que foram assinados 14.747 contratos no semestre. O avanço dos números foi constatado tanto nas linhas voltadas para a pessoa física quanto nos financiamentos para a produção - ou seja, às construtoras. Apenas para a construção de casas e apartamentos foram emprestados R$ 620 milhões.

Boa parte dos recursos usados no crédito imobiliário saiu da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que totalizou no semestre R$ 685,6 milhões. De acordo com a Caixa, dos cofres do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) saíram outros R$ 580,3 milhões.

A linha que atende o Fundo de Arredamento Residencial (FAR) registrou um montante de R$ 194,8 milhões. Esses recursos são aplicados no programa Minha Casa Minha Vida para pessoas com renda de até R$ 1.600,00.

O gerente regional eventual de Construção Civil da Regional da Caixa Econômica Federal, José Augusto Baungart, afirmou que a linha do FAR foi a única que se manteve estável em relação ao fluxo de recursos emprestados no ano passado. “O programa Minha Casa Minha Vida para a faixa 1 (até R$ 1.600,00) é operacionalizado por meio das prefeituras. Como nesse ano houve a mudança de administrações, o primeiro semestre registrou uma estabilidade nos projetos contratados para essa faixa de público”, comentou.

No primeiro semestre, o banco estatal firmou contratos para a construção de 2.564 unidades para a faixa 1 (até R$ 1.600,00). Nas faixas 2 (de até R$ 3.100,00) e 3 (de até R$ 5.100,00), o volume foi de 4.437 unidades contratadas de janeiro a junho na região de Campinas.

O estudo da movimentação do crédito imobiliário no acumulado deste ano apontou que o valor médio dos imóveis foi de R$ 160 mil.

Baungart afirmou que o perfil dos compradores foi muito variado e contemplou desde baixa renda, com o Minha Casa Minha Vida, até a classe alta que compra imóveis de luxo - todos atendidos por linhas específicas do banco.

O gerente comentou que as perspectivas do crédito imobiliário para o segundo semestre são boas. “Apesar da alta da Selic, a Caixa manteve as taxas de juros para o financiamento de imóveis no mesmo patamar. Não houve alteração dos juros e não há nenhuma sinalização até o momento de que elas serão reajustadas”, ressaltou. As taxas variam conforme a linha escolhida pelo consumidor.

No programa Minha Casa Minha Vida, os juros nominais vão de 4,5% a 7,16% ao ano. Na carta de crédito do FGTS para a compra de imóvel novo ou usado, aquisição de terreno e construção, as taxas variam de 4,5 % a 8,16% ao ano. Na modalidade SBPE, os juros vão de 7,53% à 8,5% ao ano.

Segundo a Caixa, fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), a aquisição de imóvel residencial (acima de R$500 mil) tem taxas nominais que variam de 8,09% a 9,01% ao ano.

Feirão

O sucesso do Feirão da Casa Própria realizado no mês passado alavancou os números do semestre. Conforme a Caixa Econômica Federal, o resultado superou as expectativas.

O evento recebeu21.156 pessoas e foram assinados 3.281 contratos de compra de imóveis, movimentandoR$ 486,5milhões.

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