Categoria não quer a entrada do aplicativo na cidade e exige falar com prefeito Jonas Donizette; Emdec já se manifestou contrária ao uso da ferramenta
Taxistas fecham Rua Irmã Serafina durante carreata em protesto à entrada do Uber na cidade (Gustavo Abdel)
Cerca de 650 taxistas fazem protesto nesta manhã de sexta-feira (31) contra a possibilidade da entrada do aplicativo Uber na cidade. Uma carreata começou por volta de 10h no Bonfim e seguiu até a frente da Prefeitura de Campinas, na Avenida Anchieta, onde estão neste momento. O protesto travou o trânsito desde a Avenida Moraes Salles até a Barreto Leme. Os taxistas ocupam as duas faixas da Rua Irmã Serafina. A categoria quer falar com o prefeito Jonas Donizette (PSB). A assessoria informou que o chefe do Executivo saiu em férias por uma semana. Quem receberia os taxistas seria o vice-prefeito Henrique Magalhães Teixeira (PSDB). Jonas, em outras oportunidades já se pronunciou em defesa dos taxistas. Os taxistas dizem que não sairão da frente do Paço até falar com o prefeito e reforçar o pedido de veto ao Uber. A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) já se manifestou contrário ao aplicativo uber, alegando que o sistema é clandestino. De acordo com o presidente do sindicato dos taxistas, Jorge Panzani, além de a categoria ser contra a entrada do Uber, os taxistas também querem a fiscalização de cerca de 150 carros clandestinos de cidades vizinhas que operam em pontos estratégicos em Campinas, como Viracopos e entorno de hotéis. Veja também Taxistas se reúnem para discutir avanço do Uber De acordo com a direção da associação, já existem cerca de 300 motoristas "alternativos" transportando executivos e hóspedes de hotéis da cidade Taxistas preparam protesto contra o Uber neste sábado De acordo com a direção da Associação dos Permissionários e Auxiliares de Campinas e região, já existem cerca de 300 motoristas "alternativos" transportando executivos e hóspedes de hotéis da cidade Vereadores aprovam projeto que proíbe uso do aplicativo Uber Ainda é preciso a aprovação do texto em segunda votação - prevista para agosto - antes de ser sancionado pelo prefeito Fernando Haddad (PT)