SISTEMA VIÁRIO

Situação de viadutos preocupa campineiros

Queda de estrutura em Brasília põe em xeque manutenção de dispositivos viários no Município

Rogério Verzignasse
rogerio.verzignasse@rac.com.br
08/02/2018 às 07:25.
Atualizado em 22/04/2022 às 12:54

Viaduto São Paulo, conhecido como "Laurão" recebeu algumas intervenções recentes, mas rachaduras e infiltrações já são notadas nos seus pilares (Carlos Sousa Ramos/AAN)

O desabamento de parte do Eixo Rodoviário de Brasília, na última terça-feira, deixou o campineiro preocupado com a situação dos viadutos da cidade. A manutenção deficiente das estruturas e a ocupação desordenada dos espaços ameaça a segurança de motoristas, consumidores e comerciantes. Diante dos riscos, a Prefeitura informou que já promove vistorias e planeja intervenções pontuais em todos os dispositivos viários. O cenário mais crítico é notado no Viaduto Miguel Vicente Cury, ao redor do Terminal Central. O trecho sob as alças se transformou em um imenso mercado, tomado por barracas que comercializam alimentos, bebidas, aparelhos eletrônicos e acessórios. O emaranhado de fios impressiona. Locais de infiltração são notados em diversos pontos da parte inferior da estrutura. Sobre a estrada de ferro, o alambrado - que garante segurança dos pedestres na passarela de acesso à Vila Industrial - está cheio de rombos.  De acordo com o comerciante Geraldo de Souza, instalado desde 1992 sob o viaduto, a Prefeitura deixou de fazer a manutenção periódica da estrutura. A água infiltra nas juntas entre as placas de concreto, e o líquido corre pelos pilares. “É como a casa da gente. Se não fizer manutenção, cai”, afirma. “Lá em Brasília, a ponte precisava de reparos. Aqui, olhando a estrutura do viaduto por baixo, a gente comprova que não se faz manutenção há muito tempo”, enfatiza. Falta vistoria Outro importante equipamento viário da região central é o viaduto São Paulo, conhecido como “Laurão” (referência ao ex-prefeito Lauro Péricles Gonçalves, executor da obra no começo dos anos 1970). A estrutura, que liga o Centro à Nova Campinas, recebeu intervenções recentes, com a instalação de um novo sistema de iluminação e ajardinamento. Mas nem tudo é belo. Rachaduras e infiltrações são notadas nos pilares. Luminárias foram arrebentadas. Quem trabalha ou vive por lá reclama da manutenção deficiente. O taxista Paulo Henrique Ávila Teixeira, por exemplo, trabalha no ponto sob o Laurão há cinco anos. Ele nota servidores pintando sarjetas, varrendo calçadas, cuidando de canteiros. Mas ele reclama que, nesse tempo todo, nunca presenciou intervenções estruturais. 

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