Trio é reconhecido por 2 vítimas; polícia caça outros integrantes

Policial conduz um dos acusados detidos, que usa um capuz para tentar esconder o rosto (Fotos: Gustavo Tilio/Especial para a AAN)
A Polícia Civil prendeu ontem uma quadrilha acusada de praticar sequestros-relâmpagos às margens da Rodovia D. Pedro I, na via que dá acesso à saída das lojas Leroy Merlin e Decathlon, em Campinas. O grupo agia em plena luz do dia e levava as vítimas para cativeiros localizados em matagais, em Vinhedo e Monte Mor. Nesses locais, permaneciam por cerca de três horas, enquanto outros integrantes do bando faziam movimentos financeiros com os cartões das vítimas. A polícia prendeu três homens, mas acredita que outros dois criminosos, que ainda não foram identificados, faziam parte do grupo. Os detidos já foram reconhecidos por duas vítimas de ataques no início deste mês. Delas, os bandidos tiraram R$ 40 mil.
Na segunda-feira (29), os acusados identificados como Erick Bacellar Blumer, de 26 anos, Jonatas Pereira da Silva, de 19, e Rafael Barbosa Fonseca, de 24, foram apresentados na Delegacia de Investigações Criminais (DIG). Eles possuem passagem por furto. A polícia suspeita que os acusados tenham feito outras vítimas no mesmo local e pede que as pessoas que sofreram sequestro-relâmpago entrem em contato com a delegacia para um possível reconhecimento.
O grupo agia no local há mais de um mês. O foco era sequestrar mulheres que estavam nos veículos sozinhas e que haviam acabado de sair de uma das megalojas. Os ataques aconteciam sempre no mesmo horário, entre 11h e meio-dia. “Eles fechavam o veículo da vítima próximo à rotatória que dá acesso à Rodovia D. Pedro com uma Parati prata. Dois desciam e rendiam a vítima com um revólver enquanto o outro seguia para fazer os saques com os cartões. O objetivo era conseguir dinheiro e objetos pessoais”, disse o delegado Carlos Henrique Fernandes.
Ele afirmou que o número de vítimas do bando pode ser muito maior que o já confirmado. “Nosso apelo é que essas pessoas venham até a DIG para fazer o reconhecimento, ou que ao menos entrem em contato por telefone”, disse.
Segundo a investigação, um dos acusados é proprietário de uma loja de pneus no Jardim Campos Elíseos onde faziam algumas transações. “Ele passava os cartões de créditos das vítimas em sua loja para creditar na conta. A maior parte do dinheiro obtido foi dessa forma”, afirmou o delegado. Fernandes adiantou que outros três estabelecimentos estão sendo investigados por suspeita de terem facilitado a operação da quadrilha. Ele afirmou que o bando é de Campinas, mas tem integrantes em Hortolândia.
A polícia chegou até os criminosos após ouvirem os depoimentos de duas vítimas, mas, não informou como chegou até os acusados. “É um crime complicado de ser investigado, por causar muitas sequelas nas vítimas, que sentem muito medo e receio após sofrerem ataques do tipo.”
O telefone da DIG é 3231-1050.