AMBULANTES

Prefeitura estuda retirada de todos os camelôs das ruas

A proposta é transformar um galpão da Fepasa doado à Prefeitura em um camelódromo

Felipe Tonon
23/03/2013 às 13:22.
Atualizado em 25/04/2022 às 23:20

Os estudos para a construção de um shopping popular para abrigar os camelôs de Campinas foram reiniciados, agora, pela atual Administração. O secretário de Trabalho e Renda, Jaírson Canário, irá para Belo Horizonte (MG) no dia 5 de abril para visitar um centro de comércio popular da capital mineira. A proposta é transformar um galpão da Fepasa — doado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) à Prefeitura de Campinas no ano passado — em um camelódromo, mas o prédio ainda não está liberado para receber as obras.

De acordo com Canário, uma comitiva formada por representantes da secretaria, da Câmara dos Vereadores e de representantes da categoria irão a Belo Horizonte. “Quero ver lá, de fato, como está funcionando o shopping. Quero ver como é o gerenciamento. Vou ouvir os empreendedores e como eles viram isso, se a mudança foi boa, se houve perdas, ganhos”, anunciou o chefe da pasta, que disse ter escolhido o local por ser uma “referência para compras na região de Belo Horizonte”.

“Temos que trazer para Campinas algo que tenha garantias e retorno aos trabalhadores”, disse Canário, emendando que quer saber como será a gestão do camelódromo em Campinas. “Essa ainda é uma dúvida. Vamos estudar de que maneira o Poder Público entra, para termos uma administração com o empreendedor, que investiu, o sindicato e a Prefeitura.”

Após a visita às instalações no shopping popular mineiro, uma proposta deverá ser apresentada ao prefeito Jonas Donizette (PSB) para implantação do modelo em Campinas. “É necessário resolver logo isso, é uma determinação da Prefeitura. Quando vim para cá (secretaria) vim para desenvolver essa demanda o mais rápido possível”, disse Canário.

A presidente do Sindicato dos Empreendedores Individuais de Ponto Público Fixo e Móvel de Campinas (Sindpeic), Maria José Sales, a Zezé, disse que a crise política em Campinas travou qualquer possibilidade de resolver a demanda dos camelôs. “Já estamos há quase dois anos na expectativa por esse barracão. Já iniciamos várias discussões e nunca chegamos a uma conclusão. Agora vamos começar outra vez com Jonas e esperamos que desta vez resolva”, disse.

Já o Sindicato dos Trabalhadores na Economia Informal de Campinas e Região, presidido por Maria de Fátima de Souza, criticou a postura da Prefeitura porque, segundo ela, não foi convidada para discutir a proposta. “Qualquer projeto que tiver na cidade ele tem que representar o povo que está na rua também”, disse Maria, que representa os vendedores ambulantes e trabalhadores que vendem frutas, legumes e outros alimentos nas ruas de Campinas. “Esse projeto do shopping popular foi o nosso sindicato que levou até a Câmara. Não podem nos deixar de fora.”

A Secretaria de Trabalho e Renda informou que o representante dos camelôs convidado para integrar a comitiva que vai a Minas é o vereador Carlinhos Camelô (PT), do Sindpeic.

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