dérbi

PM quer vetar a entrada de torcedor violento

Comandante de Campinas pede punição a bugrinos e pontepretanos detidos na 4ª

Alenita Ramirez
28/04/2018 às 08:52.
Atualizado em 28/04/2022 às 07:06
Parte dos torcedores de Guarani e Ponte Preta envolvidos em confusão (Leandro Ferreira/AAN)

Parte dos torcedores de Guarani e Ponte Preta envolvidos em confusão (Leandro Ferreira/AAN)

O tenente-coronel Marci Elber Rezende, comandante do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), da Polícia Militar (PM), pediu para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE) e a Federação Paulista de Futebol (FPF) medidas rigorosas para punir não só para o dérbi os 19 torcedores do Guarani e Ponte Preta (sendo 15 bugrinos), que foram detidos na última quarta-feira após uma briga que começou em frente ao Estádio Brinco de Ouro e terminou no 10º Distrito Policial (DP). Entre as medidas, o comandante solicita a suspensão desses torcedores, com a proibição da entrada em estádios, e também que se apresentem em órgãos policiais nos dias de jogos de seus times duas horas antes do evento. Com base no pedido, eles só poderiam ser liberados duas horas após cada partida, já a partir do dérbi marcado para o dia 5 de maio, no Brinco de Ouro, pela Série B do Campeonato Brasileiro. A medida, segundo o tenente-coronel, seria educativa, já que a conversa com os torcedores no dia anterior às brigas registradas nesta semana não tiveram efeito. “É uma medida que, se for aceita pelo Ministério Público, será inédita em Campinas. Ela é educativa, forte e vai ecoar entre as torcidas. A conversa não adiantou. Precisamos de ações que deem resultado necessário. Invadir uma delegacia é falta de respeito, não pode”, disse o comandante, frisando que as brigas de torcedores não são apenas uma característica de Campinas. O pedido foi direcionado ao promotor Paulo Castilho, do Juizado Especial Criminal e Anexos Judicial de Defesa dos Torcedores (Jecrim), em São Paulo, anteontem à tarde. Ontem, policiais civis do 10<SC210,186> DP também enviaram ofício ao MP para reforçar os pedidos da PM. “O ofício é para que o MP tenha ciência da gravidade dos fatos que estão acontecendo com torcidas organizadas, tanto da Ponte quanto do Guarani”, disse o chefe de investigação, Marcelo Hayashi. Para fazer o pedido, o tenente-coronel listou os nomes dos torcedores que foram detidos. No dia da confusão, eles prestaram depoimentos na delegacia e foi registrado um termo circunstanciado de ocorrência (TCO) de rixa. Os detidos foram liberados. Como se trata de TCO, o documento depois é enviado ao juizado especial para que sejam tomadas as providências. Marci antecipou e reforçou a necessidade de medidas mais rígidas e urgentes, já que o jogo entre Guarani e Ponte Preta está marcado para o próximo dia 5. Invasão de sede Como a briga é consequência de uma invasão de bugrinos à sede da Torcida Jovem da Ponte, no dia 5 de março, tanto a polícia como torcedores temem por fatos mais graves no dia do dérbi. “As medidas preventivas já foram adotadas, tivemos reunião, conversas que não surtiram efeito. Não posso dizer que são todos arruaceiros, alguns até cooperaram. Mas o evento é uma festa”, disse Marci. No dia da partida, tanto a PM como a Guarda Municipal (GM) começarão o trabalho preventivo ao meio-dia. Serão empregados pela PM ao menos 300 policiais. Serão usados drones para fazer o mapeamento aéreo. Paulo Castilho foi procurado para comentar o pedido do Baep, mas não foi localizado até final da tarde de ontem. O MP confirmou o recebimento dos ofícios e disse que encaminhou para o Jecrim. Em nota, a FPF disse que encaminhou pedido ao MP. 

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