Vila Brandina

Pipa deixa 3 mil sem energia por 35 minutos

O índice desse tipo de ocorrência na cidade aumenta 90% nos meses de julho em comparação aos outros meses do ano devido às férias e aos céus abertos

Raquel Valli
05/07/2016 às 21:42.
Atualizado em 22/04/2022 às 23:37
Assim que o brinquedo tocou no fio na Vila Brandina, gerou um curto-circuito, deixando de alimentar os transformadores da região (Cedoc)

Assim que o brinquedo tocou no fio na Vila Brandina, gerou um curto-circuito, deixando de alimentar os transformadores da região (Cedoc)

Uma pipa que caiu nesta terça-feira (5) em um fio da rede de distribuição de energia elétrica de Campinas deixou 3 mil clientes da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Paulista sem abastecimento por 35 minutos (das 12h10 às 12h45), incluindo os do Shopping Iguatemi. Assim que o brinquedo tocou no fio na Vila Brandina, gerou um curto-circuito, deixando de alimentar os transformadores e consequentemente os clientes da companhia.  O índice desse tipo de ocorrência na cidade aumenta 90% nos meses de julho em comparação aos outros meses do ano devido às férias e aos céus abertos. Além da interrupção elétrica, de serviços telefônicos e de TV a cabo, há o risco de acidentes graves, com amputação de membros e morte. Só este ano, Campinas registrou 190 ocorrências devido ao mau uso de pipas. Nas 234 cidades atendidas pela CPFL Paulista foram 1.215 desligamentos, com uma média de 423 clientes afetados. “A queda de energia é incômoda, mas ainda se restabelece. O grande problema é a segurança das pessoas. Pode-se perde um braço ou até mesmo a vida. Por isso, nós pedimos encarecidamente que a população não solte pipas próximo à rede elétrica”, alertou o gerente de serviços de rede da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) Paulista, Rodrigo de Vasconcelos Bianchi. Em janeiro de 2015, um adolescente de 14 anos e o primo dele, de 8, perderam os braços ao tentar resgatar um papagaio em um poste na Vila Padre Anchieta. Ambos receberam um choque. “Não vale a pena arriscar a vida ou se machucar por causa do brinquedo”, disse o gerente. Caso a pipa tenha sido solta em local inadequado, e tenha se enroscado, a orientação é abandoná-la. Subir em telhados ou postes para recuperá-la representa risco de choque, assim como tentar removê-la com canos ou bambus. Não é indicado soltá-las também quando estiver chovendo ou com relâmpagos, pois elas funcionam como para-raio, conduzindo energia. Também é perigoso brincar em lajes, porque qualquer distração pode causar uma queda. O uso do cerol ou “linha chilena” (mistura de cola, limalha e vidro moído) é crime previsto na Lei Estadual - nº 12.192, de 6 de janeiro de 2006 porque pode matar. O infrator está sujeito à multa de 5 Ufesps (R$ 117,75) e será responsabilizado penalmente. Caso seja menor, os pais serão responsabilizados. Além de poder cortar os pescoços de motociclistas, que não enxergam as linhas, o cerol provoca curtos-circuitos e choques elétricos por ser feito com metal. Cuidados Pipas sempre devem ser soltas longe da fiação elétrica, em locais como parques e campos de futebol, longe de rodovias ou de avenidas de intenso movimento. Não devem ser soltas em ruas, evitando inclusive atropelamentos. Pipas também não devem ser feitas de papel laminado, de alumínio ou com linhas metálicas porque esses materiais são condutores elétricos. Enroscados nos cabos da rede, continuam causando interrupções meses depois de terem sido perdidos, sobretudo quando chove.

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