LEGISLATIVO

Perspectiva é de aprovação do projeto de prorrogação, mas com restrições da própria base governista

Foram protocoladas duas emendas modificando o prazo máximo de extensão dos contratos, que devem ser rejeitadas

Da Redação
08/04/2026 às 16:43.
Atualizado em 08/04/2026 às 16:43
Há a expectativa de que alguns parlamentares da base governista possam se abster da votação para não contrariar suas bases eleitorais (Alessandro Torres)

Há a expectativa de que alguns parlamentares da base governista possam se abster da votação para não contrariar suas bases eleitorais (Alessandro Torres)

Há a expectativa de que alguns parlamentares da base governista possam se abster da votação para não contrariar suas bases eleitorais (legenda) 

A perspectiva na Câmara Municipal de Campinas é de que o Projeto de Lei Complementar 24/26, que permite a prorrogação dos contratos com as atuais concessionárias de transporte coletivo por até três anos, seja aprovado em primeira discussão (legalidade) na sessão de hoje, e que as emendas que visam reduzir esse prazo sejam rejeitadas. 

Apesar disso, boa parte da bancada governista é favorável à diminuição do prazo para, no máximo, dois anos, e só votará a favor da prorrogação para não contrariar o Executivo, que se manteve irredutível até agora em alterar o texto do projeto. Há contudo, a expectativa de que alguns parlamentares da base governista possam se abster da votação para não contrariar suas bases eleitorais. 

Foram protocoladas duas emendas modificando o prazo máximo de prorrogação dos contratos: uma de autoria do vereador Wagner Romão (PT), que reduz o prazo para dois anos, e uma do vereador Nelson Hossri (PSD), que permite uma extensão de seis meses prorrogáveis por mais seis. “Penso até que esse prazo (dois anos) poderia ser menor. Eu verifico na própria base do governo um grande desconforto”, destacou Romão. 

O líder de governo na Câmara, vereador Paulo Haddad (PSD), ressaltou que espera que os vereadores aprovem a prorrogação, uma vez que o contrato atual se encerra no final desse mês de abril e as empresas vencedoras da licitação só assumirão a operação do transporte público cerca de um ano depois de assinarem com a Prefeitura, o que ainda não ocorreu. “Ou seja, se a prorrogação não ocorrer com urgência, a população pode ficar sem transporte público”.

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