Prevalece para hoje o alerta feito pelo Instituto Nacional de Meteorologia colocando Campinas, desde ontem, em atenção para possibilidade de chuvas intensas; além do grande volume de água, os ventos podem atingir 40 a 60 km/h (Kamá Ribeiro)
A Operação Chuvas de Verão, que inicialmente seria encerrada na última segunda-feira, foi prorrogada até o dia 15 deste mês, informou a Prefeitura de Campinas. A medida é uma decisão do Governo do Estado de São Paulo depois de reunião realizada dia 31 com todos os coordenadores regionais de Proteção e Defesa Civil, da qual participou também o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado.
De acordo com previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) do Estado, pode haver chuva intensa em regiões do Estado durante esta semana, até o dia 6. “A medida foi tomada pelo governo estadual por conta da entrada de uma frente fria, na última quinta-feira (27/03), que levou a altos índices de acumulado de chuva no Estado de São Paulo”, contou Sidnei Furtado.
Com a prorrogação, os Planos de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PCPDC) de todos os municípios do Estado ficam estendidos. O Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil segue mobilizado e em prontidão. O monitoramento meteorológico continua 24 horas por dia, com envio de alertas à população diante de condições severas de chuvas.
PREVISÃO DO TEMPO E ALERTA
De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a atual semana será marcada por tempo instável e ocorrência de pancadas de chuva em todo o Estado, principalmente entre os períodos da tarde e noite. A temperatura deve passar dos 30˚C nos horários mais quentes do dia.
Entre ontem e hoje, a região de Campinas foi colocada na área de alerta para chuvas intensas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão é de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 quilômetros por hora. Segundo o aviso meteorológico, há risco de corte de energia elétrica, queda de galhos e descargas elétricas.
O grau de severidade do alerta é de perigo potencial. A Defesa Civil de Campinas, pede que a população tenha cautela e se previna. É importante respeitar os avisos dos painéis digitais que foram instalados em vias de Campinas para emitir alertas de risco de alagamento quando está chovendo. Nos temporais, a chuva forte e de curta duração pode trazer riscos, principalmente na área urbana, formando áreas alagadas e enxurradas. Nos pontos críticos para alagamentos na cidade, também há placas com avisos e é necessário evitar essas áreas em caso de chuva forte.
Em casos de tempestade com raios, o Cepagri recomenda evitar proximidade e contato com objetos e superfícies metálicas, incluindo cercas e grades, além de evitar tomar banho e falar ao telefone. Também é recomendado desligar aparelhos eletrônicos da tomada para precaver danos e buscar abrigo em casas, prédios (sobretudo com sistema de para-raios), ou no interior de carros (sem encostar na parte exterior da lataria).
Em situações de alagamento, inundações e quedas de árvores, é possível acionar a Defesa Civil pelo número 199. Para emergências de trânsito, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) pode ser acionada pelo 118. Em outras situações de emergência, o Corpo de Bombeiros está à disposição da população no número 193.
Em Campinas, além de continuar atenta às chuvas, a Defesa Civil prepara a Operação Estiagem, com treinamentos para agentes do município e de cidades da região, capacitações para moradores e articulação com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos públicos.
BALANÇO PARCIAL
No último dia 24, a Defesa Civil divulgou balanço parcial da Operação Chuvas de Verão em Campinas. Ao todo, entre dezembro de 2024 até 23 de março de 2025, foram registradas 312 quedas de árvores e galhos (contra 130 na Operação Verão 2023/2024), 106 registros de alagamentos em imóveis/vias (62 na anterior) e 35 quedas de muro. Não houve óbitos em Campinas no período. Em outubro de 2024, duas mortes foram registradas em ocorrências de chuvas, mas por estarem fora do período da Operação Verão (dezembro a março) não estão computadas. O balanço atualizado será divulgado apenas no próximo dia 15.
A população foi alertada sobre os cuidados necessários durante as chuvas por meio de 37 campanhas educativas, com distribuição de três mil folhetos. O relatório da Operação também trouxe os principais encaminhamentos/acionamentos no período, sendo o Departamento de Parques e Jardins (DPJ), da Secretaria de Serviços Públicos, e o de Uso e Ocupação do Solo, de Urbanismo, os mais demandados, com 132 e 104 encaminhamentos, respectivamente. Em seguida, veio a Secretaria de Saúde (105), Administrações Regionais (de Serviços Públicos), com 91, Habitação, com 85, e Assistência Social, com 82.
O índice de chuva, de acordo com dados do Cepagri da Unicamp, ainda segundo o balanço parcial, ficou acima do esperado apenas no mês de dezembro de 2024, quando chegou a 279,1 milímetros para uma média esperada de 209,1 milímetros. Nos meses seguintes, o volume ficou abaixo do índice histórico, com 192,8 mm em janeiro (o esperado era 277,6 mm), 119,4 mm em fevereiro (eram esperados 198,3 mm) e apenas 33,9 em março, até o dia 23, (contra 156 mm esperados para o mês todo). Três alertas do Cell Broadcast (sistema do governo do Estado que avisa quando há possibilidade de tempo severo ou extremo) foram divulgados no período, o último em março.
A Umidade Relativa do Ar (URA) esteve acima de 30% na maior parte do tempo. Em apenas um dia da operação, em 17/12, chegou ao estado de atenção, com 26,9%. Quanto à temperatura, foram 49 dias em atenção, quando os termômetros marcaram acima de 32˚C, e um dia em alerta, em 18 de fevereiro, com 35,4˚C. Na operação passada, 2023/2024, houve 22 dias de temperatura em atenção e nenhum dia em alerta.
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