O prefeito disse que quer evitar enfrentamentos, mas a decisão de vetar os atos está baseada na necessidade de impedir o avanço do novo coronavírus
As manifestações previstas para esse final de semana em Campinas, em defesa da democracia, poderão ser reprimidas com uso da força policial, se necessário, e quem descumprir a proibição de veto às aglomerações poderá ser multado em R$ 10 mil. O prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que quer evitar o uso da força policial e enfrentamentos, mas a decisão de vetar os atos está baseada na necessidade de evitar aglomerações para impedir o avanço do novo coronavírus, e também em liminar concedida à Prefeitura em março, quando das manifestações programadas de apoio do presidente Jair Bolsonaro. A liminar, do juiz Luis Mario Mori Domingues, da 2ª Vara da Fazenda Pública, proíbe manifestações até o fim da quarentena. “A única forma de controlar a expansão do novo coronavírus é o isolamento, medida adotada pelos principais países do mundo. Os países onde a epidemia saiu-se vencedora foram aqueles onde o vírus foi subestimado e as medidas publicas restritivas tardaram a serem implementadas”, escreveu o juiz. O secretário de Saúde, Carmino de Souza, disse nessa manhã que vê com muita preocupação as manifestações, que são democráticas, mas que geram aglomerações pondo em risco a vida das pessoas. “A tendência que vírus dissemine é maior em aglomeração. É apelo sanitário que fazemos. Fiquem em casa. Vejo as manifestações que estão ocorrendo nos Estados Unidos, que são meritórias, contra o racismo, mas elas poderão provocar um rebote na situação da pandemia no país. Aglomerações nesse momento podem trazer de volta o risco de aumento de casos e mortes, que estamos tentando evitar”, disse. Jonas informou que a Guarda Municipal vai acompanhar e que ele não quer enfrentamentos. Veículos também serão multados pela Emdec. “Estou adotando agora a mesma medida que valeram para as manifestações pró-Bolsonaro. Vou comunicar as autoridades policiais e cabe aos organizadores das manifestações terem essa consciência da necessidade de evitar aglomerações”, afirmou.