Quantidade total, 1.030, é a segunda maior em 40 anos, atrás apenas de 2016, quando microexplosão atingiu a cidade

Além das 1.030 árvores que caíram, outras 247 foram retiradas a partir de laudos técnicos que apontavam risco de queda (Rodrigo Zanotto)
Entre janeiro e outubro de 2023, Campinas registrou a segunda maior queda de árvores em 40 anos. Foram 1.030 árvores tombadas devido às fortes chuvas e mais 247 retiradas a partir de laudos técnicos que identificavam perigo. Em compensação, a Secretaria de Serviços Públicos plantou 7,8 mil mudas, sendo que ainda estão previstas mais 4,5 mil até o fim do ano. A previsão de novas tempestades aumenta o alerta para novas quedas e pede cuidado redobrado da população em áreas arborizadas.
De acordo com os dados da Secretaria, os indicadores deste ano são 50% maiores do que os de todo o ano passado, refletindo um problema grave para o município diante das mudanças climáticas e se tornando a segunda maior catástrofe em relação à queda de árvores registrada na história.
A primeira ocorreu em 5 de junho de 2016, quando uma massa de ar quente vinda do atlântico norte e uma massa de ar frio vinda do sul, causou uma microexplosão. Naquele dia foram derrubadas 4 mil árvores em apenas quatro minutos.
Para amenizar os impactos atuais, que perduram pelo ano todo, as equipes da Pasta têm feito ações preventivas, entre elas a poda de 6 mil árvores para diminuir a copa e a possibilidade de queda, a adesão de regime de plantões noturnos e aos fins de semana, além do fechamento de bosques e parques caso chova 80 milímetros em 72 horas. Segundo o secretário Ernesto Paulella, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) também autorizou a contratação de mais 10 equipes para poda de árvore. Atualmente a pasta atua com sete equipes.
Essa tragédia tem impactado diretamente no trabalho da Usina Verde de Compostagem, que viu o volume de material verde (galhos e troncos de árvores) passar de 1.400 toneladas para 1.600 toneladas por mês.
O material é triturado e em seguida misturado com o lodo do tratamento de esgoto. Essa mescla cria uma “biotorta”, que passa por uma compostagem e as bactérias transformam o material em adubo orgânico.
Todo esse adubo retorna à cidade nas hortas escolares, no tratamento dos campos de futebol e também no Instituto de Agronomia.
Para o final de semana, de acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), a menor disponibilidade de umidade deverá diminuir as chances de chuva no estado. No sábado, a entrada de umidade do oceano ainda deverá manter a condição de céu predominantemente nublado no litoral, com ocorrência de chuvas isoladas no decorrer do dia, e há possibilidade de pancadas de chuva rápidas e isoladas ao longo da faixa de divisa com Minas Gerais entre a tarde e a noite, podendo vir acompanhadas por trovoadas no setor norte (divisa com o Triângulo Mineiro).
Nas demais áreas do Estado, a previsão é de predomínio de sol com períodos parcialmente nublados. Para o domingo, a tendência é de predomínio de sol em todo o Estado, com períodos de céu parcialmente nublado à tarde. Em caso de situação de risco, a população pode ligar para o número 156.
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