Prefeitura de Campinas não terá tempo suficiente para escolher empresa por meio de licitação

Máquinas aterram lixo no Delta A, que está com sua capacidade de receber resíduos no limite (Leandro Ferreira/AAN)
A Prefeitura vai fazer, mais uma vez, um contrato emergencial para coleta e destinação final do lixo em Campinas, porque não haverá tempo para escolher uma empresa por meio de licitação.
O atual contrato, com validade de seis meses, foi formalizado em dezembro ao custo de R$ 40,4 milhões e vence em 12 de junho. Além do fim do contrato, a Administração ainda poderá ser impedida de levar mais resíduos até o aterro Delta A, porque a licença ambiental de operação, concedida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), vence em dez dias.
Mesmo que o edital para uma nova concorrência seja publicado esta semana, como promete a Administração, serão necessários pelo menos 90 dias até que uma empresa seja escolhida para operar as mil toneladas diárias de resíduos de Campinas.
A Associação Interbrasileira de Investidores em Energia e Recursos Renováveis (Abrinter), que vem acompanhando as decisões sobre os resíduos de Campinas, avalia que já passou da hora de Campinas dar uma solução definitiva ao lixo. “Estamos fiscalizando e se o novo edital tiver irregularidades vamos impugnar, de novo”, disse o diretor de comunicação da entidade, José Nilson Praxedes.
Preço
No ano passado, a associação entrou com ação no Tribunal de Justiça do Estado e conseguiu impugnar a concorrência por irregularidades. A alegação foi de que os termos estabelecidos no edital impediam que pequenas e médias empresas pudessem participar da licitação. “Vai ser difícil a Prefeitura fugir do contrato emergencial agora. Nossa preocupação é com a futura licitação”, afirmou.
Para o secretário de Serviços Públicos, Ernesto Paulella, a Prefeitura não terá outra alternativa a não ser o contrato emergencial. “Sem isso, a cidade ficará sem coleta de lixo”, afirmou.
O contrato emergencial será feito por seis meses, com cláusula de que poderá ser rescindido pela Prefeitura assim que o processo licitatório esteja concluído, informou o secretário de Administração Sílvio Bernardim.
A Prefeitura deverá fazer uma tomada de preço no mercado e contatar três empresas para definir a que oferecerá menor valor para ser contratada emergencialmente.