APÓS PROTESTOS

Hospital Mário Gatti vai pagar funcionários de terceirizada

Técnicos de enfermagem e enfermeiros estão com salários e benefícios atrasados

Do Correio Popular
14/05/2022 às 10:25.
Atualizado em 14/05/2022 às 11:53

Na Rede Mário Gatti, o estoque de contraste aplicado em exames de tomografia caiu drasticamente (Cedoc/RAC)

Após os protestos realizados por trabalhadores da empresa Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB), terceirizada que presta serviços à Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar, a autarquia informou que adotou providências administrativas e jurídicas para que os salários e benefícios atrasados ou não pagos sejam garantidos aos profissionais.

Durante a semana, técnicos de enfermagem e enfermeiros se reuniram para protestar e reivindicar os pagamentos. Nos últimos dois meses, os trabalhadores não receberam o salário na data estipulada e estavam com os vales-alimentação e transporte atrasados. Como o contrato com a terceirizada acaba no dia 25 de maio, o temor era que a empresa fosse embora sem cumprir os compromissos.

O diretor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas e Região (SinSaúde), Paulo Gonçalves, lembrou que na quinta-feira foram comemorados o Dia do Enfermeiro, o Dia Internacional da Enfermagem e o Dia Estadual do Trabalhador da Saúde e lamentou a situação que considerou extremamente desagradável. Mesmo assim, o importante era garantir o pagamento dos trabalhadores, o que deve acontecer após a sinalização da Rede Mário Gatti. "Não importa quem vai pagar. O que importa é que o dinheiro seja colocado no bolso do trabalhador. O SinSaúde representa 80 mil postos de trabalho e 70% são ocupados por mulheres, a maior parte delas arrimo de família. Imagine a dificuldade enfrentada por essas pessoas quando o salário não é pago em dia".

A AHBB iniciou as atividades junto à Rede no dia 25 de fevereiro. Ela receberia ontem o segundo pagamento relativo ao mês de abril. A Rede Mário Gatti comunicou que definiu pela retenção dos créditos existentes em favor da terceirizada para a quitação das obrigações trabalhistas e que, na próxima semana, a autarquia irá efetuar os pagamentos aos funcionários.

A Rede também esclareceu que os pagamentos às empresas terceirizadas, o que inclui a AHBB, estão em dia e que nunca houve atraso. Também foi definida a abertura de um processo administrativo de penalização e rescisão do contrato que destinava R$ 6 milhões por três meses de serviços da terceirizada. 

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