pedofilia

Homem preso com vídeos de crianças

O suspeito estava com fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de abuso sexual e chegou a destruir o celular dele na chegada dos agentes. Ele é usuário da chamada deep web, que se refere ao conteúdo da internet não indexado pelos mecanismos de busca padrão

Alenita Ramirez
alenita.jesus@rac.com.br
26/04/2018 às 22:40.
Atualizado em 28/04/2022 às 06:57

Policiais conduzem suspeito que estava com fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de abuso sexual (Divulgação)

Um homem de 28 anos, morador em Paulínia, foi preso na manhã desta quinta-feira (26), durante a Operação Underground, da Polícia Federal (PF). O suspeito estava com fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de abuso sexual e chegou a destruir o celular dele na chegada dos agentes. Ele é usuário da chamada deep web, que se refere ao conteúdo da internet não indexado pelos mecanismos de busca padrão. A operação visa combater a distribuição de imagens e vídeos com pornografia infantil, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Maranhão e Acre. Nesta segunda fase, desenvolvida após a prisão de 21 pessoas em 2017, foram expedidos 11 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva, nesses estados. De acordo com a PF, a investigação teve início em 2016 com a parceria da polícia alemã. Após a deflagração da primeira fase, foram realizados novos levantamentos na deep web, que resultaram na identificação de um grupo de produtores de material de exploração sexual infantil com ações de abrangência nacional com ao menos 13 pessoas que se comunicavam em ambiente cibernético, onde ocorria o comércio das imagens ilícitas. O trabalho de apuração contou com técnicas modernas de investigação digital, desenvolvidas pela própria PF. Segundo apurado, grande parte dos envolvidos efetivamente abusava sexualmente de crianças, registrando as imagens. Numa segunda etapa, segundo a Polícia Federal, reuniam-se em salas virtuais, onde trocavam, vendiam ou simplesmente disponibilizavam os arquivos ilícitos. A polícia garante que algumas das vítimas já foram identificadas. Em alguns casos, foi constatado que o agressor é pessoa do convívio da família da vítima, ou mesmo parte dela. No caso do suspeito de Paulínia, a PF verificou que havia no material apurado a informação de um usuário da rede GigaTribe, que se utilizava de conexões na internet em Paulínia para divulgar e compartilhar arquivos contendo abusos contra menores de 18 anos. Na casa do suspeito foram apreendidos três HDs, um notebook, 11 mídias (CDs e DVDs), um pen drive e um aparelho celular. O aparelho foi destruído na frente dos policiais pelo suspeito no momento das buscas, segundo os federais. O preso foi conduzido à Delegacia Federal em Campinas, onde foi indiciado e preso em flagrante pelos crimes de possuir e divulgar imagens de menores em abuso sexual. Ele também foi indiciado por resistência. Como já havia sido investigado e preso em 2009, e pela posse de arquivos com conteúdo de abusos sexuais, a autoridade policial deixou de arbitrar fiança e representou por prisão preventiva. O material apreendido será periciado para confirmar a disponibilização e transmissão das imagens ilícitas pela internet, situação em que o homem responderá também pelo crime de publicação de imagens de pornografia infantil que prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão mais multa.

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