NO JARDIM CHAPADÃO

Exposição ‘Correio 95 anos’ chega ao Círculo Militar nesta terça

Acervo reúne 26 capas históricas, 40 troféus e outras premiações do jornal

Da Redação
12/07/2022 às 09:09.
Atualizado em 12/07/2022 às 09:49
Estudantes de escolas de Campinas visitaram a Academia Campinense de Letras, primeiro local a sediar a mostra itinerante que retrata a história do jornal, da cidade e do País (Diogo Zacarias)

Estudantes de escolas de Campinas visitaram a Academia Campinense de Letras, primeiro local a sediar a mostra itinerante que retrata a história do jornal, da cidade e do País (Diogo Zacarias)

O Círculo Militar de Campinas, localizado no Jardim Chapadão, recebe a partir desta terça-feira (12) à noite, em evento para convidados, a exposição itinerante “Correio Popular 95 anos”. A mostra reúne 26 capas históricas, 40 troféus e outras premiações recebidas pelo jornal ao longo dos anos. Publicações como a Revista Metrópole e o Correio Popular Mulher também compõem o acervo. 

A exposição poderá ser conferida pelos sócios do Círculo a partir do dia 14, quando Campinas comemora 248 anos, até o dia 2 de agosto, sempre às terças, quintas e sextas-feiras, das 11h às 16h50, no Departamento Cultural do clube. O Círculo Militar, que foi fundado em 1960, tem atualmente 14 mil sócios, sendo 95% civis. 

De acordo com a diretora de Marketing do Grupo RAC e curadora da mostra, Aline de Oliveira Rodrigues, o rico acervo disponibilizado na exposição conta a história de como o jornal Correio Popular acompanhou as mudanças tecnológicas e os avanços gráficos que hoje se renovam também no meio digital, pois todo o arquivo histórico do jornal está em processo de digitalização. 

A exposição

Inaugurada no início de março, a exposição faz parte das comemorações dos 95 anos do jornal, fundado em 4 de setembro de 1927. A mostra já passou pela Academia Campinense de Letras (ACL), pela sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo em Campinas (Ciesp-Campinas) e pelo Centro de Memória da Universidade de Campinas (Unicamp).

A exposição, além de destacar fatos importantes e impactantes, também traz as mudanças na língua portuguesa e os avanços tecnológicos ocorridos durante a história do Correio. Dentre as dezenas de capas expostas, uma de 1930 chama a atenção sob o título “Alemanha deflagrou a guerra na Europa”. 

Para o reitor da Unicamp, último local que sediou a mostra, Antônio José de Almeida Meirelles, a exposição resgata a memória e a história dos principais acontecimentos da cidade, da região, do País e até mesmo do mundo.

"Foi uma honra ter tido essa exposição aqui e lembrar que ela está associada a uma história muito longa. Temos uma história mais curta, mas muito significativa. Mas as duas histórias, tanto da Unicamp quanto a do Correio Popular, estão conectadas à história de Campinas", enfatizou o reitor, conhecido por Tom Zé.

O reitor da Unicamp destacou algumas capas que lhe chamaram a atenção, como as que estamparam as notícias das mortes de prefeitos de Campinas. Em 1996, a capa noticiou a morte do prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, conhecido como Grama, e a de 2001 reporta o assassinato do então prefeito Antônio da Costa Santos, o Toninho, até hoje sem solução. 

Para o pró-reitor de Extensão e Cultura da Unicamp, Fernando Coelho, a mostra ajudou a comunidade científica a percorrer os eventos históricos por meio das capas. "Em um pequeno espaço, pudemos reviver fatos importantes de nossa história", destacou.

Outras capas que compõem a exposição trazem a primeira manchete do jornal, na edição de 4 de setembro de 1927: "Os precursores da imprensa em Campinas".

Há também capas sobre a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939; o desabamento do Cine Rink, em 1951; a morte do piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna, em 1994; e os ataques terroristas às Torres Gêmeas e ao Pentágono nos Estados Unidos, em 2001.

Historiadores escolhem capas

O historiador e escritor Jorge Alves de Lima, presidente da ACL e membro do Conselho Editorial do Correio Popular, e o historiador Antonio Boscolo foram os responsáveis pela escolha da maioria das capas históricas. 

Parte das capas expostas está no livro que conta uma passagem dos 90 anos do jornal "O Sonho do Exílio de Álvaro Ribeiro", que foi para Portugal após comandar a oposição ao governo do presidente Arthur Bernardes durante a revolta de 1924.

Para o historiador, são capas impactantes "que a gente se emociona até hoje ao rever". Uma capa destacada por ele é a do dia 15 de junho de 1940, que exibe a manchete: "Paris cahiu (na ortografia da época, havia h no verbo cair)", informando a ocupação da capital francesa pelos nazistas.

O historiador detalha um aspecto curioso da época. "Naquele tempo, o jornal local também destacava muitas notícias do mundo, já que o acesso à informação era muito limitado", completou.

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