CAMPINAS

Evento mostra que cresce o interesse pelas startups

Uma programação completa, que incluiu palestras, rodadas de negócios, painéis, mentoria e workshops de capacitação, ofereceu conteúdo das 8h30 às 18h30

Sheila Vieira
07/10/2016 às 21:29.
Atualizado em 22/04/2022 às 22:05
Pelo menos 25% dos participantes da conferência são de fora da cidade (Patricia Domingos/AAN)

Pelo menos 25% dos participantes da conferência são de fora da cidade (Patricia Domingos/AAN)

A força do empreendedorismo unida à potencialidade das startups, na criação de soluções e serviços com base tecnológica, atraiu participantes de diversas regiões do Interior e outros estados para a 5º Conferência Campinas Startups, que aconteceu ontem, no Hotel Vitória, em Campinas, e foi sucesso de público, com 300 inscritos. Uma programação completa, que incluiu palestras, rodadas de negócios, painéis, mentoria e workshops de capacitação, ofereceu conteúdo das 8h30 às 18h30. Raoni Cusma, da Cusman Editora, empresa com 35 anos de atuação no ramo editorial e na consultoria na área de cosméticos, deixou a Capital no final da manhã especialmente para o painel de investidores, que reuniu executivos da HSB Angels. Interessado em montar a própria startup, embora considere o mercado na área complicado, hostil e com tributos altíssimos, ele acredita que com parceiros certos poderá diminuir o risco e, depois, atrair investidores. Para o executivo, o painel foi de grande utilidade, sanando dúvidas na área financeira, que não subestima e acha de alta complexidade. “É preciso entender o tempo certo, foco, perfil e buscar investimentos. Tudo muito complicado”, considera. Para o sócio da Cusma, sua primeira experiência na Conferência realizada em Campinas, cidade onde a empresa utiliza prestadores na área de inovação e também para planejamento e desenvolvimento, foi positiva. “Serviu para esclarecer pontos importantes no jogo dos negócios, tudo com didática, clareza e linguagem financeira simplificada”, elogiou. Omar Ferroni Branquinho é vice-presidente da ACS, entidade que representa 53 startups de empreendedores de tecnologia e inovação, e que em 2012 lançou a conferência como primeiro produto da associação para o mercado e, a curto prazo, transformou o evento em uma referência na área no Interior. Pelo menos 25% dos participantes são de fora da cidade. Campinas gera interesse na área, explica, por ser um dos grandes ecossistemas de startups no Brasil — São Paulo, Belo Horizonte (BH), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Campinas — com a particularidade da cidade, embora menor do que a Capital, consegue gerar um percentual de mão de obra maior do que São Paulo. “As startups aproveitam os formandos que saem das universidades locais”, frisou. De acordo com Branquinho, uma startup pode ser resumida como uma organização que busca um modelo de negócio repetível e escalável. “O que significa que o empreendedor nunca estará satisfeito com o nível de crescimento atual. Sempre buscará um crescimento superior e escalável”, define. A definição explica a necessidade de profissionais de tecnologia envolvidos na iniciativa, sejam eles das áreas de TI, biotecnologia e outros campos que usem a inovação. O vice-presidente da ACS explicou, ainda, que negócios são maturados ao longo do tempo, com várias mudanças na ideia inicial até ser transformada em negócio em potencial. Participar de eventos como o promovido ontem em Campinas, de acordo com o organizador, contribuiu para o processo de criação do negócio, por propiciar uma rede de relacionamentos e conhecimento técnico suficiente para mitigar os riscos iniciais mais relevantes. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Startups, São Paulo é o maior estado em número de startups: atualmente, são 1,3 mil cadastradas em solo paulista. Em 2015, o número de startups no Estado aumentou 56%. Minas Gerais (362 startups) e Rio de Janeiro (339) aparecem na sequência do ranking. O principal mercado para startups é o SaaS (Software-as-Service), com 226 startups e crescimento de 107% no ano passado. Educação (161 startups) e Internet (160) são outros mercados de destaque. Já o modelo de negócio favorito para startups é o B2B (Business-to-Business). São 886 startups que optaram vender seu produto para outras empresas. B2C (637 startups) e Assinaturas (465) são os outros modelos mais atraentes para startups.

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