O VERDADEIRO BIG BROTHER

Em Campinas, programa Monitora poderá ser estendido a pessoas físicas

Animada pelos resultados iniciais, Administração quer chegar a 4 mil câmeras em 2024

Thiago Rovêdo/ thiago.rovedo@rac.com.br
27/07/2022 às 13:58.
Atualizado em 27/07/2022 às 13:58

O gerente de um salão de cabeleireiro no Centro, Marcos Costa, de 40 anos, afirmou que considera importante programas como o Monitora e que onde trabalha conta com duas câmeras (Kamá Ribeiro)

A Prefeitura de Campinas pretende estender o programa Monitora Campinas também para pessoas físicas. O projeto, atualmente, utiliza câmeras de entidades, condomínios e comércios da iniciativa privada para realizar o monitoramento do município e, com isso, ganhar mais agilidade no envio de agentes da Guarda Municipal (GM) para uma ocorrência. A inclusão de pessoas físicas no programa ainda não tem prazo definido.

O diretor da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cimcamp), Paulo Campana, explicou que ainda não há uma data prevista para o projeto ser ampliado, mas considera o atual um sucesso e aposta que a população vai aderir a ele. Por enquanto, o foco é atingir cerca de quatro mil câmeras de parceiros que ficarão espalhadas pela cidade toda.

Iniciado em 9 de dezembro do ano passado, o Monitora Campinas alcançou 216 câmeras de parceiros da iniciativa privada. Com estas adesões, 6.685 casas, apartamentos e empresas são beneficiados pela parceria com a Cimcamp. "Ainda queremos fortalecer os CNJPs, porque, se atingirmos isso, imagina a quantidade de câmeras que vão estar voltadas para a via pública. Não conseguimos ainda atingir a quantidade que podemos chegar, mas se você aderir ao programa, vai ajudar não apenas a você, mas também a outras pessoas", afirmou o diretor. 

As câmeras compartilhadas são cedidas por 24 entidades privadas parceiras: 14 condomínios, duas empresas prestadoras de serviços, duas indústrias, dois postos de gasolina, dois templos religiosos, uma escola e um sindicato. Vale ressaltar que cada parceiro pode compartilhar mais de uma câmera.

As imagens das câmeras parceiras do setor privado não ficam gravadas e são acessadas conforme a necessidade do parceiro ou da Cimcamp. Assim, se uma situação fora do comum for identificada pelo parceiro ou seus colaboradores, como vigilante ou porteiro do estabelecimento, ele manda um alerta, via aplicativo, para os guardas municipais da Cimcamp que estão no monitoramento. O agente, então, acessa a câmera e visualiza a situação, despachando uma viatura para atendimento. Somente são compartilhadas imagens das áreas externas dos estabelecimentos, ou seja, as que ficam voltadas para a rua. "As câmeras dos parceiros não são monitoradas 24 horas até por falta de recursos humanos. No entanto, quando somos acionados, alguém na central passa a acompanhar a situação. Uma pessoa faz uma denúncia e, a partir deste momento, nós entramos na câmera", explicou Campana.

A adesão ao Monitora Campinas é gratuita para as empresas e também não há ônus para a Prefeitura. Os parceiros deverão arcar somente com a instalação e manutenção dos seus sistemas de segurança e dispor de um sistema de tecnologia compatível com o da Prefeitura. 

A Cimcamp tem 500 câmeras próprias e, somando-se às dos parceiros, dá um total de 716 equipamentos de vigilância por imagens em todas as regiões da cidade. A adesão ao Monitora Campinas é efetivada por meio da assinatura de um contrato por tempo indeterminado. "A meta é chegar em quatro mil câmeras até o final do governo e estamos tentando atingir 1 mil ainda este ano. Estamos divulgando junto aos Consegs para a ideia ser espalhada. A pessoa entra em contato e conseguimos fazer todo o procedimento de forma remota mesmo", complementou o diretor.

População aprova

Gerente de um salão de cabeleireiro no Centro da cidade, Marcos Costa, de 40 anos, explicou que considera importante programas como este da Prefeitura e ressaltou que o próprio estabelecimento onde trabalha conta com duas câmeras de segurança para monitorar crimes, como furtos e roubos, e até mesmo pichações. "Colocamos por conta de segurança, para evitar assaltos e furtos. Também acreditamos que possa ajudar a coibir arrombamentos. Já vimos inclusive duas tentativas de arrombar a loja, mas a pessoa não conseguiu e levou o cadeado embora. Também é bom para monitorar possíveis pichadores, porque há alguns dias picharam as portas. Infelizmente não conseguimos descobrir quem foi", contou.

O comerciante Marcelo Santos, que tem uma banca na Praça do Fórum, afirmou que um dos motivos que o levaram a instalar câmeras foi o fato de pessoas urinarem no entorno do seu comércio. Além disso, ele ressaltou que a segurança também foi levada em consideração e que já conseguiu recuperar bens subtraídos. "Uma vez, um homem abriu a geladeira, pegou duas cervejas e foi embora sem pagar. Consegui ver pela câmera, fui atrás e o encontrei na Senador Saraiva. De lá acionei a GM, que encontrou os produtos no bolso do paletó dele, além de outras coisas que deviam ter sido roubadas em outros mercados."

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