doença letal

Campinas registra a 1ª morte por dengue neste ano

A vítima fatal foi uma mulher de 78 anos, moradora da região Leste, em um hospital da rede particular no dia 7 de abril

Do Correio Popular
13/05/2022 às 10:05.
Atualizado em 13/05/2022 às 10:05

Funcionários fazem higienização de caixa d’água: Saúde alerta que a população precisa ajudar no combate (Kamá Ribeiro)

A Secretaria de Saúde de Campinas confirmou nesta quinta-feira a primeira morte do ano na cidade em decorrência da dengue. A vítima, uma mulher de 78 anos morreu em um hospital da rede particular no dia 7 de abril. Ela era moradora da região Leste, área que era a segunda com maior incidência de casos no mês passado, mas que caiu para a última na atualização divulgada nesta quinta pela Pasta. 

O número de casos saltou de 534 no último informe epidemiológico sobre as arboviroses, no dia 5 de abril, para 4.125 confirmados até o dia 11 de maio - um crescimento de 672,47%. Entretanto, parte dos novos casos confirmados aconteceu em meses anteriores e foram inseridos retroativamente nestes períodos.

As mais de quatro mil contaminações confirmadas até o momento superam o total acumulado durante todo o ano passado, quando foram 2.349 e, em 2020, 3.965. Embora a tendência seja de queda nos próximos meses, uma vez que março, abril e maio são períodos em que, historicamente, há mais notificações da arbovirose, os casos já confirmados até o dia 11 colocam 2022 como o 6º ano com mais casos desde 1998. O ano de 2015 permanece como o com o maior número de casos até o momento, quando houve mais de 65 mil notificações.

Em março deste ano foram 1.035 infecções até o momento, mais que o dobro dos 510 de 2021. A diferença de um ano para o outro foi ainda maior no mês passado, abril: com 2.755 casos contra 800 do ano passado, número 244,3% maior. 

Em relação à incidência de casos confirmados a cada 100 mil habitantes, a elevação nos números foi superior a 677%. Eram 44 no início de abril e, agora, são 342 casos por 100 mil habitantes.
Os novos números sobre a dengue em Campinas modificaram também o cenário de atenção nas regiões. Até o início de abril, a região Noroeste detinha a menor incidência de casos, com 26 a cada 100 mil habitantes, total que passou a ser de 440, a maior incidência de uma região no município. Na sequência, vem a região Norte, com 431 casos a cada 100 mil pessoas. Fecham a lista as regiões Sudoeste, Sul e Leste, com 327, 308 e 238 casos por 100 mil habitantes respectivamente.

No Satélite Íris

O Centro de Saúde do Satélite Íris I, na região Noroeste, é a unidade com maior incidência no município, com 2.214 a cada 100 mil habitantes. Em números absolutos são 115 casos por lá. Além dele, a coordenadora do Programa Municipal de Arboviroses, Heloísa Malavasi, alertou que os locais de abrangência dos CSs San Martin, Vila Padre Anchieta, Jardim Rosália, São Vicente, Jardim Conceição, Vila 31 de Março e Santos Dumont são os que registram maior incidência da doença.

"Fazemos ações em toda a cidade e, especialmente nesses lugares, fizemos um trabalho bastante intenso, mas a reposição de criadouros é muito grande e isso dificulta a interrupção da transmissão", afirmou.

A Secretaria de Saúde chama a atenção da sociedade para contribuir ao enfrentamento da dengue. Um levantamento realizado pelo Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) apontou que 80% dos criadouros estão dentro das casas. 

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar o acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias. É importante, também, vedar a caixa d'água. E os vasos sanitários que não estão sendo usados precisam ficar fechados.

Os sintomas da dengue são febre alta, dores nas articulações, nos músculos, atrás dos olhos, dor de cabeça, náuseas, perda de apetite, manchas avermelhadas, entre outros. "Muitas vezes esses sinais se confundem com outras doenças, inclusive a covid-19. Por isso, é importante procurar um serviço de saúde para fazer o diagnóstico e seguir as orientações adequadas para cada caso", orientou diretora do Devisa, Andrea von Zuben.

REGIÕES COM MAIS CASOS DE DENGUE E INCIDÊNCIA POR 100 MIL HABITANTES

Região Sul: 1028 casos - incidência de 308 por 100 mil habitantes

Região Norte: 995 casos - incidência de 431 por 100 mil habitantes

Região Noroeste: 779 casos - incidência de 440 por 100 mil habitantes

Região Sudoeste: 709 casos - incidência de 327 por 100 mil habitantes

Região Leste: 614 casos - incidência de 238 por 100 mil habitantes

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