Vítima ficou presa em um barracão em Sumaré e somente foi solto pelos assaltantes após a prisão dos comparsas em Avaré
Um autônomo de 53 anos ficou 12 horas refém de dois bandidos durante assalto no começo da noite desta terça-feira (5) , em Hortolândia. A vítima foi rendida na região central da cidade quando estacionava a picape, uma NIssan Frontier. Os criminosos, armados de revólveres, exigiram o veículo, mas disseram que também levariam o autônomo como refém para garantir que o veículo chegasse a Dourados, em Mato Grosso. A família só descobriu o sequestro depois que a Polícia Rodoviária de Avaré ligou para perguntar se o dono do veículo o tinha emprestado para dois rapazes - um adolescente e outro maior. O autônomo foi liberado às 6h da manhã desta quarta-feira (6), depois que a dupla descobriu que os comparsas tinham sido presos.O roubo foi às 18h na Rua Luiz Camilo de Camargo. O autônomo tinha feito a volta no quarteirão para pegar a mulher, uma dona de casa de 60 anos, e a cunhada, que estavam em uma livraria. Ao parar a Frontier na via, foi rendido por dois homens. "Os criminosos falaram que estavam atrás de um carro como ao do meu pai. Ele falou para levar, mas os bandidos disseram que também o levariam" , contou a filha da vítima, que pediu para não ser identificada.A família chegou a falar por diversas vezes com a vítima, mas todo o tempo ela dizia que estava em local diferente, mas já estava voltando para casa. Por volta das 21h da noite, o celular foi desligado e a família não conseguiu mais falar com o autônomo. O desespero da família aumentou depois que um amigo ligou atrás da vítima. Em uma das ligações, o autônomo havia dito que estava na casa deste amigo. "Minha mãe procurou a polícia e quando a viatura estava na minha casa pegando as informações, a polícia de Avaré ligou" , relatou a moça.O autônomo foi levado para um barracão abandonado em Sumaré e mantido, amarrado, sob a mira de revólveres por toda a noite. Segundo a família, em todo o momento o homem foi ameaçado de morte. Ele só foi liberado depois que os criminosos souberam da prisão dos comparsas em Avaré.