Órgão reafirma que o bloqueio da rua não se trata de um "teste" que poderia resultar no cancelamento

Bloqueio ocorreu próximo ao Hospital Madre Theodora (Edu Fortes/AAN )
Mesmo com toda a polêmica envolvendo o fechamento do acesso da Rodovia D. Pedro ao bairro Parque das Universidades pela Rua Sérgio Carnielli, a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado (Artesp), descartou rever a decisão.
O órgão reafirma que o bloqueio da rua não se trata de um "teste" que poderia resultar no cancelamento da medida, caso seja observado prejuízos aos que frequentam a região. "O acesso foi fechado após cuidadosas avaliações de segurança de tráfego", informou em nota nESTA sexta-feira.
Sergio Benassi, secretário de Transportes e presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), disse que só poderá repensar na medida caso a Prefeitura seja provocada e não tomará a iniciativa de rever a mudança.
Cabe ao órgão apenas a análise sobre o impacto gerado nas ruas municipais. Apesar de o fechamento ter sido feito pela concessionária, a medida teve aval da Emdec. A rua era o principal acesso à Puc-Campinas, ao Hospital Madre Theodora e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), locais que possuem considerável fluxo de pessoas. O maior impacto, no entanto, poderá ser avaliado quando as aulas começarem, após o Carnaval.
ENTENDA O CASO
Antes de a rodovia D. Pedro estar sob concessão, o Ministério Público iniciou discussões com o Estado exigindo a construção de marginais no local. O projeto de marginais foi aprovado pela Artesp.
Agora, a Rota das Bandeiras está cumprindo o edital e construindo essas marginais, acatando o que está previsto no contrato de concessão. Para que elas sejam feitas, foi necessário o bloqueio das Rua Sérgio Carnielli.
Mas a decisão é permanente, uma vez que a Artesp, a partir de estudos, considerou que acesso à ela por meio da rodovia D. Pedro causa insegurança aos motoristas. Todo esse processo resultou em uma ação civil pública, motivada pelo MP.
Na última quinta-feira (7), o acesso foi fechado e causou transtornos aos motoristas que se diziam desavisados. Essa rua é a principal via para a PUC-Campinas e o Hospital Madre Theodora. As duas instituições pretendem recorrer à Justiça para reverter a decisão.