Cambuí e Barão Geraldo lideram o ranking com maior número de chamadas no período noturno

Bares e casas noturnas de Campinas devem estar regularizados nos aspectos de licença, instalações e acústica (Leandro Ferreira)
O Cambuí, o bairro mais tradicional e boêmio de Campinas, é uma das regiões da cidade onde se concentra o maior número de baladeiros que pode consumir bebidas alcoólicas. Pelo menos é o que apontou uma pesquisa realizada pela empresa de aplicativo 99, entre fevereiro e abril deste ano. Em segundo lugar vem o distrito de Barão Geraldo. O estudo foi feito pela empresa para mapear áreas em que há maior concentração de chamadas realizadas em dias e horários tradicionalmente associados ao consumo de álcool na cidade e visa conscientizar sobre acidentes e segurança no trânsito, além de aumentar o número de passageiros. De acordo com a 99, a pesquisa identificou tanto áreas que já são tradicionais polos atrativos na vida noturna da cidade, como regiões que surgem esporadicamente ou vêm em uma crescente. O Cambuí lidera o ranking de maior número de chamados devido ao número de bares e baladas existentes, para onde, supostamente, se desloca a grande maioria dos jovens. Já Barão de Geraldo, por estar localizado próximo a Unicamp, uma das maiores universidades do país onde há uma alta concentração de bares, que recebem principalmente os universitários. O estudo foi feito pelo time de Pesquisa e Política Pública da 99, e é uma análise espacial das categorias Pop (carros particulares) e Táxi, dentro dos limites do município de Campinas e em outras sete cidades brasileiras: São Paulo, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza. De acordo com a empresa brasileira de mobilidade urbana, a pesquisa considerou as corridas realizadas na madrugada, entre meia-noite e 5h da manhã, dos finais de semana (quintas, sextas e sábados), período em que parte das pessoas está se deslocando com fim de entretenimento, o que, usualmente, segundo a 99, envolve o consumo de bebida alcoólica. Os usuários não foram entrevistados. O levantamento, que analisou as corridas realizadas entre 16 de fevereiro e 29 de abril, tem como proposta apenas identificar os pontos de origens de viagens nos dias e horários destacados durante as madrugadas e fez parte domovimento Maio Amarelo , que visa conscientizar sobre acidentes e segurança no trânsito. Com base na pesquisa, a empresa considerou que, como nessas regiões há pessoas que, após beber, solicitam corridas pelo app, também poder haver pessoas que bebem e dirigem seus próprios carros. “Com a inteligência de dados, a 99 pretende auxiliar a gestão pública, identificando os locais onde há mais chamadas na madrugada. Essa é uma forma de predizer onde pode haver pessoas bebendo e dirigindo” , disse a diretora de Pesquisa e Políticas Públicas da 99, Ana Guerrini, pela assessoria de imprensa. “Nossos estudos contribuem não só para a conscientização dos motoristas, mas também para auxiliar órgãos de trânsito na realização de campanhas de prevenção e fiscalização” , completou. A empresa não divulgou a média de clientes em Campinas atendida durante a semana e entre sexta-feira e domingo e sua frota por “questões estratégicas.” Também não foi informado o número de chamados que partem dos dois bairros badalados O estudo da 99 também revelou as regiões, nas quais a frequência noturna vem se intensificando em Campinas. O Castelo e o Taquaral aparecem como os líderes. O primeiro porque está em uma região que concentra alguns bares e baladas conhecidas na cidade e onde também está a Escola Preparatória de Cadetes do Exército. Já o Taquaral, um dos bairros nobres que fica na Zona Leste da cidade, se destaca porque há o Parque Portugal e conta com novos estabelecimentos. Outros dois bairros que aparecem como points de Campinas são o Jardim Guanabara e Jardim Chapadão, em volta da rotatória da Torre do Castelo. Um estudo feito pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), em novembro do ano passado, revelou que a cidade tinha naquele período 3.702 bares e restaurantes e movimentou R$ 5.410,8 bilhões. No ano anterior havia 3.690 e um faturamento de R$ 5.313,6 bi.