PARCERIA

Acordo viabilizará plano para o CCC em 6 meses

Com projeto definido, Prefeitura buscará verba para reforma do Centro de Convivência Cultural

Maria Teresa Costa
09/04/2014 às 05:00.
Atualizado em 27/04/2022 às 01:27

Acordo formalizado nesta terça-feira (8) entre a Prefeitura de Campinas e a construtora Rossi vai permitir que a Administração tenha, em seis meses, os projetos estrutural, eletromecânico e cenotécnico do Centro de Convivência Cultural. Com esses projetos em mãos, que definirão o que precisará ser feito e quanto custará, o prefeito Jonas Donizette (PSB) disse que sairá em busca de verbas para as obras. Uma das fontes de recursos será a venda do potencial construtivo do Centro de Convivência.A Rossi vai custear os projetos usando verbas que seriam aplicadas em outros benefícios definidos no licenciamento de suas obras na cidade. Inicialmente previsto em R$ 650 mil, o volume de recursos chegará a R$ 1 milhão, porque foi incluído no pacote o projeto cenotécnico. Esse projeto, explicou o secretário de Cultura, Ney Carrasco, vai estabelecer um novo patamar para a acústica e as instalações cênicas para que o teatro seja uma sala de referência. Os anos de abandono a que a edificação foi relegada deixaram o palco infestado de cupins, e haverá necessidade de trocar toda área.Haverá também obras para que o fosso possa ser utilizado. Carrasco disse que ele está construído abaixo do lençol freático e inunda sempre que há uma chuva mais prolongada. “O fosso está inacabado, e pouco foi usado. Queremos terminá-lo para que possa ser utilizado com frequência”, disse.Os custos dos projetos, segundo o secretário de Infraestrutura, Carlos Santoro, ficarão em R$ 600 mil para os serviços técnicos e em R$ 400 mil para o projeto da reforma.As precariedades do Centro de Convivência são muitas. Há fios expostos, ligações de energia clandestinas, goteiras, muita umidade no chão e nas paredes devido à infiltração no local, e até esgoto a céu aberto. Do lado de fora, os problemas também são visíveis. Os pilares localizados próximos à entrada onde funcionava o setor administrativo da Orquestra Sinfônica possuem rachaduras e o chão já cedeu. Não apenas o teatro interno, mas o Teatro de Arena também tem problemas.Um laudo técnico financiado pela concessionária Aeroportos Brasil Viracopos apontou que a situação de deterioração da edificação é grave, mas que é possível sua recuperação. Havia dúvidas se seria possível recuperar o prédio e o laudo informou que sim.

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