Publicado 15 de Janeiro de 2022 - 11h42

Por Ronnie Romanini/ Correio Popular

Central de Vacinas do Estado de São Paulo começou ontem a distribuir aos municípios as doses da Pfizer contra a covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos de idade

Governo do Estado de São Paulo

Central de Vacinas do Estado de São Paulo começou ontem a distribuir aos municípios as doses da Pfizer contra a covid-19 destinadas a crianças de 5 a 11 anos de idade

O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (CD-RMC), que reúne 20 prefeitos, antecipou a reunião ordinária que aconteceria no fim do mês para a próxima segunda-feira. O motivo é a explosão de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs) pela nova variante da covid-19, Ômicron, e da Influenza, a H3N2 "Darwin". A ideia é que, de maneira colegiada, medidas sejam definidas para combater o aumento dos casos. Além dos prefeitos, o CD-RMC conta com a presença de representantes do Estado e de autarquias, como a Agência Metropolitana de Campinas (Agemcamp).

O encontro servirá para os prefeitos apresentarem a situação de cada município, compartilhando as experiências locais para chegar a definições conjuntas. Especialistas da área de saúde estadual serão ouvidos para que haja uma compreensão ampla da atual situação epidemiológica, principalmente em relação à Ômicron, para a tomada de decisões. Não está descartada a possibilidade de algumas medidas restritivas serem delineadas em conjunto no encontro, que acontecerá em Campinas.

Com profissionais de saúde sufocados, recorde de atendimentos e um possível desabastecimento de testes para covid-19, a intenção é que, durante a troca de informações, soluções que deram certo em algum município em outros momentos difíceis durante a pandemia possam ser apresentadas e estendidas às demais cidades da região. O diretor-executivo da Agemcamp, Odair Dias, explicou que a localização geográfica e relevância econômica da RMC também despertam preocupação pela alta circulação de pessoas de fora da região circulando diariamente pelas cidades.

"Temos cerca de 3,5 milhões de habitantes na Região Metropolitana de Campinas e somos cercados por diversas rodovias, entre elas duas das principais do País (Anhanguera e Bandeirantes). A quantidade de pessoas de outras cidades que circulam por aqui é elevada. Com a alta complexidade e alto poder de contaminação, principalmente da Ômicron, isso é um agravante.”

Para ele, o pensamento é vislumbrar a RMC inteira como uma grande cidade. "Temos que pensar no cidadão como metropolitano. Não adianta olhar apenas para o que está bom em uma cidade e ignorar que outra pode ter os seus problemas, recusar ajuda. O morador da região hoje, por vezes, trabalha em uma cidade, estuda em outra, namora em mais uma e vai dormir em um quarto município. Parte daí a necessidade de ações consorciadas, não adianta termos um lugar com ótimas medidas e outros não".

Outras pautas

Além da discussão de medidas emergenciais possivelmente adotadas em toda a RMC, outros assuntos serão abordados na reunião do Conselho de Desenvolvimento. Haverá a eleição para presidente e vice-presidente do Conselho para o mandato deste ano. Os atuais ocupantes da função são, respectivamente, o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, e o de Sumaré, Luiz Dalben. Gustavo Reis assumiu a presidência do CD-RMC após o falecimento no ano passado do antigo presidente, o então prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini.

Durante o encontro, também será debatido o dissídio dos servidores públicos municipais e haverá uma apresentação e deliberação do Projeto e Manual de Instruções — Centro de Operação de Emergência da Defesa Civil (COE) — pelo coordenador da Câmara Temática de Defesa Civil da RMC (CT DC RMC), Sidnei Furtado. Ele também é diretor da Defesa Civil de Campinas.

Um grupo de trabalho foi criado pela Comissão Temática para discussão e elaboração do projeto preliminar que será exposto na reunião de segunda-feira. A intenção é criar 20 salas de coordenação para o debate de políticas públicas destinadas a reduzir o risco de desastres e auxiliar em situações de crises que possam acontecer nos municípios.

Escrito por:

Ronnie Romanini/ Correio Popular