Publicado 15 de Janeiro de 2022 - 11h38

Por Do Correio Popular

Pouco mais de um mês atrás, o índice de testes positivos ficou entre 2% e 3%, mas em janeiro o índice saltou para 40%

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Pouco mais de um mês atrás, o índice de testes positivos ficou entre 2% e 3%, mas em janeiro o índice saltou para 40%

A Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) emitiu nesta sexta-feira (14) um alerta sobre o risco de desabastecimento de testes para detecção do novo coronavírus, orientando a população a redobrar os cuidados e seguir os protocolos de segurança delineados pelos especialistas. Em alguns laboratórios, os testes de covid-19 quintuplicaram já no final do ano passado, na última semana de dezembro. A situação permanece a mesma nos primeiros 14 dias de janeiro. Outro dado que chama a atenção é o alto número de casos positivos entre todos que são feitos. Pouco mais de um mês atrás, o índice de testes positivos ficou entre 2% e 3%, mas em janeiro o índice saltou para 40%.

O coordenador do Departamento Científico de Patologia Clínica da SMCC, Alex Galoro, afirmou que os testes mais procurados são os de diagnóstico, para confirmação da infecção do vírus. No caso, os testes de antígeno e o RT-PCR são os mais requisitados.

Em uma das quatro drogarias que realizam o teste de antígeno em Campinas, o agendamento só vai até domingo. Ainda não há certeza de quando mais testes chegarão para ampliar a oferta à população.

Na visão de Galoro, medidas no curto prazo podem ser tomadas, mas sem garantia de suprir toda a demanda. "É importante contatar os órgãos oficiais para que haja o desembaraço das importações dos reagentes, para que priorizem e tentem liberá-los para distribuição no Brasil. Países como China e Estados Unidos estão tendo uma demanda grande e ficamos em segundo plano."

Durante a semana, a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) recomendou, em nota técnica aos associados, que haja uma priorização de pacientes de acordo com a gravidade. Pessoas que estão com sintomas mais graves teriam preferência na obtenção do teste.

O desabastecimento poderia afetar negativamente o controle epidemiológico da doença no País, já que, na visão do especialista da SMCC, quando a pessoa sabe que está contaminada, ela se conscientiza mais dos riscos e cuidados e tem mais adesão ao isolamento. Porém, em uma futura situação de real falta de testes, o racionamento e a recomendação de não testar sintomáticos leves podem ser inevitáveis.

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