Publicado 05 de Janeiro de 2022 - 8h59

Por Da Redação do Correio Popular

Ventos de até 70 quilômetros por hora provocaram estragos na cidade e derrubaram muitas árvores

Ricardo Lima

Ventos de até 70 quilômetros por hora provocaram estragos na cidade e derrubaram muitas árvores

A chuva que atingiu Campinas no final da manhã e início da tarde de ontem, 4, com ventos de até 70 quilômetros por hora, provocou estragos na cidade mais uma vez. A região mais atingida foi a Leste, com nove das 17 ocorrências atendidas pela Defesa Civil, seguida pela região Sul, com cinco casos, e Norte, com três. Dois carros e uma pedestre também foram atingidos por quedas de árvores.

A mulher, cujo nome não foi divulgado pela Prefeitura, estava na Avenida Norte-Sul quando foi surpreendida pela chuva. Ela foi socorrida, com ferimentos leves, pelo Corpo de Bombeiros. Não houve registro de alagamentos e remoção de famílias. O município de Campinas está em estado de observação para as chuvas, com um índice pluviométrico de 13,4 mm, medido no Jardim Bandeiras.

De acordo com o balanço da Defesa Civil, a cidade teve 14 quedas de árvores, sendo que uma delas atingiu o automóvel do representante comercial Marco Aurélio Badim - no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora -, enquanto outra, um veículo estacionado na Rua Aurélio Martins, no Jardim Estoril.

De acordo com Badim, ele foi até a Lagoa do Taquaral jogar basquete com o sobrinho de 17 anos, o filho e um coleguinha do menino, ambos de 11 anos. Por volta das 11h30, parou o Polo alugado no estacionamento do portão 5 da Lagoa. Quando começou a chover, decidiu voltar para casa, no Jd. Nova Europa, mas, a pedido do sobrinho, ficaram mais alguns minutos, até começar o vento forte. Ao chegarem no estacionamento levou um susto. "Vi uma árvore em cima do carro. Cinco minutos antes e tudo poderia ser diferente. Devo isso ao meu sobrinho", disse Marco, relembrando que um grande galho atravessou o vidro frontal do veículo, do lado do passageiro. "Foi um livramento", completou.

Marco acionou a de Defesa Civil e em menos de uma hora estava com o veículo liberado. O Polo sofreu afundamentos na lataria também. O representante comercial pretende acionar a Prefeitura de Campinas para ser ressarcido em R$ 2 mil, valor da franquia do aluguel do automóvel. "Estava no estacionamento da Lagoa e entendo ser responsabilidade da Prefeitura", enfatizou.

A Avenida Francisco de Paula Souza, na Vila Paraíso, também ficou parcialmente interditada no início da tarde de ontem. Já as quedas de muros, sem danos significativos, foram registradas nas avenidas Senador Saraiva, no Centro, e Santa Bárbara do Rio Pardo, no Jardim Nova Europa.

O diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, explicou que a grande quantidade de queda de árvores se deve, entre outros, ao encharcamento do solo provocado pelas chuvas dos últimos dias. Furtado disse ainda que o município pode registrar novas ocorrências até sábado, dia 8, devido à instabilidade meteorológica, o que pode provocar pancadas fortes.

A Defesa Civil do Estado também emitiu um alerta para tempestades seguidas por raios, ventos e granizos para região de Campinas entre hoje e sábado. Há previsão de precipitação acumulada de chuva (115 mm) com grande volume de água em curto espaço de tempo.

A Defesa Civil orienta a população a evitar estacionar veículos embaixo de árvores, assim como em áreas de alagamento e aumentar a atenção a sinais estruturais na residência ou prédios, como rachaduras, poças de água que não existiam antes das chuvas, estalos etc. "São anomalias que, detectadas a tempo, podem salvar vidas", enfatizou Furtado. Nesses casos, é preciso requerer uma vistoria no imóvel o mais urgente possível, que pode ser solicitada pelo telefone 199, 24 horas.

Em caso de emergência, o Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo 193. "Também é possível receber alertas da Defesa Civil pelo SMS", completou o diretor da Defesa Civil. Para isso, basta cadastrar o CEP da residência no número 40199 para receber SMS com os alertas.

Operação Verão

Desde o último dia 1º de dezembro, a Prefeitura de Campinas faz o monitoramento de 18 áreas que apresentam risco de enchentes, deslizamentos e inundações, na chamada Operação Verão - em que secretarias e órgãos municipais agem de acordo com o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil (PCPDC). O monitoramento vai até o dia 31 de março.

O diretor da Defesa Civil, Sidnei Furtado, explicou que o Plano de Contingência é dividido em quatro estágios: observação, atenção, alerta e alerta máximo. O primeiro nível acontece quando a precipitação pluviométrica não ultrapassa os 80 mm em três dias. Quando esse limite é superado, passa a vigorar o estado de atenção.

A partir do momento em que ocorrências mais graves ocorrem, como enchentes e deslizamentos, prevalece o estado de alerta, quando é feita uma vistoria no local e, caso necessário, a remoção preventiva de parte da população moradora das áreas de risco. Alerta máximo se dá quando a situação exige a remoção de todos

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Da Redação do Correio Popular