Publicado 21 de Dezembro de 2021 - 8h44

Por Thifany Barbosa/ Correio Popular

Fachada da Escola Estadual

Reprodução

Fachada da Escola Estadual "Doutor Nelson Alves de Godoy", em Amparo: Polícia acredita que o número de denúncias contra o suspeito ainda deve crescer

A Polícia Civil divulgou na tarde de anteontem que um aluno reclamou pelo menos dez vezes em relação ao comportamento do professor, que foi preso sob suspeita de praticar estupro de vulnerável em uma escola estadual de Amparo. Os relatos foram feitos em um caderno disponibilizado aos alunos para que anotem queixas relacionadas à instituição.

O professor foi preso temporariamente na última sexta-feira. Seis meninos, com idades entre 12 e 15 anos, registraram boletins de ocorrência contra o educador. Eles relataram ter sido apalpados nas partes íntimas pelo docente dentro da Escola Estadual "Doutor Nelson Alves de Godoy". O número de vítimas pode ser ainda maior.

De acordo a Polícia, a direção da escola não procurou as autoridades policiais ou o Conselho Tutelar, quando ocorreu o primeiro caso, que teria ocorrido em agosto. As apurações concluíram que as reclamações feitas no caderno coincidem com as informações da denúncia.

Além da prisão, um mandado de busca e apreensão foi expedido pela Justiça. Aparelhos eletrônicos do suspeito foram periciados, mas não foram encontradas trocas de mensagens e fotos enviadas ou recebidas de alunos. A Polícia Civil tem a expectativa que, no período da prisão temporária, mais vítimas compareçam à delegacia, acompanhadas pelos responsáveis para prestar depoimento.

O caso

Em depoimentos à Polícia Civil, os garotos relataram que o professor, de 35 anos, os abraçava e passava as mãos nas pernas e partes íntimas deles.

O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil de Amparo com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). O suspeito foi preso na própria residência e passou por audiência de custódia no Fórum da cidade, onde o encarceramento foi mantido.

O professor foi encaminhado ao presídio de Piracaia (SP). O Conselho Tutelar e a Secretaria de Educação de São Paulo informaram que prestam assistência, inclusive psicológica, aos estudantes e famílias.

Em nota, a Secretaria informou que repudia toda e qualquer forma de assédio dentro ou fora do ambiente escolar. A escola colocará à disposição das estudantes a assistência do Programa Psicólogos na Educação, caso os responsáveis aprovem. O professor foi afastado de suas funções durante a averiguação, que concluiu pela extinção contratual.

“Assim que foi procurada pelas estudantes, a direção da EE Dr. Nelson Alves de Godoy acionou a equipe do Conviva e registrou o caso no Placon, sistema do programa que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual. A escola e a DRE estão à disposição para prestar esclarecimentos à comunidade escolar e autoridades”, acrescentou a Pasta.

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Thifany Barbosa/ Correio Popular