Publicado 19 de Dezembro de 2021 - 10h35

Por Ronnie Romanini/ Correio Popular

Lorenço Jungklaus, diretor pedagógico do Colégio Notre Dame, que completa 60 anos de história: desafios enormes no enfrentamento da pandemia e resultados surpreendentes

Kamá Ribeiro

Lorenço Jungklaus, diretor pedagógico do Colégio Notre Dame, que completa 60 anos de história: desafios enormes no enfrentamento da pandemia e resultados surpreendentes

À frente da direção pedagógica do Colégio Notre Dame há 12 anos, Lorenço Jungklaus enfrentou, nos últimos 20 meses, desafios nunca antes vivenciados nos 60 anos de história da instituição, que conta atualmente com 2.300 alunos. A pandemia obrigou professores e estudantes a adotarem as aulas remotas, recurso ainda pouco explorado pelo setor educacional. Após o avanço na imunização dos brasileiros, houve a permissão para o retorno gradual dos estudantes às aulas presenciais. A partir disso, um novo desafio surgiu: estabelecer uma infraestrutura capaz de fornecer, simultaneamente, estudo remoto e presencial ao mesmo tempo, sem prejuízo às crianças e adolescentes. O obstáculo foi superado, mas a direção do colégio não pretende enfrentá-lo mais uma vez, já que a superação não foi sem dificuldades. Na avaliação de Jungklaus, o longo período de incertezas causou prejuízos na aprendizagem e no equilíbrio emocional de alguns jovens. Ao olhar para o futuro, o diretor do Notre Dame tem uma certeza: em caso de surgimento de novas ondas de covid-19 será preciso pensar muito antes de tirar novamente o aluno do ambiente presencial. Para ele, as discussões do setor de saúde devem incluir os profissionais da área da educação.

Com 32 anos de experiência no setor, Jungklaus foi entrevistado pelo Correio Popular, a convite do presidente-executivo da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), Ítalo Hamilton Barioni, e falou sobre a sua trajetória pessoal e a do Colégio Notre Dame - 60 anos depois do início de sua construção. Mantido pela Congregação de Santa Cruz, o colégio atinge seis décadas de existência focado em atender às demandas atuais, com educação bilíngue, uma nova reflexão sobre os espaços escolares, além da sala de aula e atenção à parte de assistência social e educação gratuita. Embora seja um colégio com mensalidades pagas, existe uma unidade, no distrito de Sousas, que oferece quase 300 vagas gratuitas. Há também cursos técnicos para requalificação de profissionais e um Centro Comunitário que crianças e adolescentes podem frequentar no período inverso ao das aulas. Para o diretor, a capacitação profissional do jovem é importante, mas a formação de valores humanitários tem igual relevância dentro da instituição. Acompanhe os principais momentos da entrevista com o diretor do Notre Dame.

Correio Popular - Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória pessoal e profissional

Lorenço Jungklaus - Vou iniciar de trás para frente. Eu respondo pela direção do Colégio Notre Dame desde 2010. Eu trabalhei no colégio como coordenador pedagógico por 10 anos antes disso. Ingressei no início do ano 2000. Antes do Notre Dame, trabalhei em outras duas escolas de Campinas, cinco anos em cada. Então tenho um total de 32 anos na área da educação. Antes, eu era seminarista, fiquei dos 12 aos 23 anos como estudante franciscano. Eu sou de Ituporanga-SC e venho de uma família grande e de origem rural. Sou o sexto de nove irmãos. Nasci e cresci em um sítio e aí, com 12 anos, deixei a minha família para o internato em seminário franciscano lá mesmo em Ituporanga. O ensino médio eu fiz em Agudos-SP, em outro seminário. Depois fiz Filosofia por três anos em Curitiba-PR, Teologia um ano em Petropólis-RJ e aí vim para Campinas, onde fiz faculdade de economia na Unicamp. Como comecei a trabalhar na área educacional, ainda fiz pedagogia após finalizar economia. E, mais recentemente, fiz uma pós-graduação em Gestão, envolvendo a parte de finanças.

Então são mais de 30 anos na área da educação, metade do tempo de vida do Notre Dame. Conte-nos um pouco da história da escola nessas seis décadas.

O Notre Dame tem uma história forte em Campinas. A escola foi fundada pela Congregação de Santa Cruz em 1960. Os religiosos que fundaram o colégio chegaram ao Brasil entre o fim da década de 40 e início da década de 50. Depois de cerca de oito anos, eles abriram uma escola em Santarém-PA, o Colégio Dom Amando. Em 1960, desejosos de abrir outra aqui no Brasil, eles vieram conhecer Campinas por indicação de um padre da mesma congregação que estava em São Paulo e havia fundado o Colégio Santa Cruz. Na época, haviam dois ramos: os padres e os irmãos. O Dom Amando e o Notre Dame foram fundados pelos ramos dos irmãos, o Santa Cruz pelo ramo dos padres. Hoje eles formam um único grupo no Brasil e tem três colégios. No início, ainda em um sobrado em Sousas, eram apenas meninos da quinta série ginasial. Em maio de 1962 as atividades vieram para onde estamos hoje. No início de 70 a escola também foi aberta para as meninas. O Irmão Paulo Schaefer, que veio de Santarém e foi o fundador, passou a vida no colégio desde a chegada, em 1960, até 2007, ano em que faleceu. Ele ficou à frente da direção apenas por três anos, mas continuou como professor e com atividades com os alunos. Depois dele, o Irmão Jerônimo Schwabe exerceu a direção por mais cinco anos, de 63 - 68/69. E aí veio para cá uma figura que fez história no colégio, o irmão Pedro Maranto. Ele assumiu a direção em 1969 e ficou até 95, sendo o grande responsável pelo crescimento do colégio. Durante a gestão dele, o Notre Dame saiu de pouco mais de 200 alunos para atingir 2400. Em 95, a escola passou por uma transição que durou até 2009. Vários professores se sucederam na direção, foi o período mais conturbado da nossa história. Reduzimos o tamanho. Eu vivi esse processo enquanto coordenador de Ensino Médio por nove anos, até ser convidado para assumir a direção. Nós iniciamos um processo de reestruturação, tornando o Notre Dame uma escola que responde aos desafios da atualidade. Incorporamos muitas inovações curriculares.

Quais?

A gente trouxe currículos internacionais, com educação bilíngue durante toda a trajetória do aluno, a partir dos dois anos de idade. Há possibilidade, inclusive, de ele ter a dupla certificação de ensino médio, tanto o diploma brasileiro, como o americano, por meio de parcerias que temos com universidades dos Estados Unidos. Abrimos também a oportunidade de permanência em período integral, uma demanda que havia. Há um meio-período obrigatório e, no contraturno, diversas atividades são oferecidas para promover uma formação complementar ao aluno. A maioria frequenta a escola em período semi-integral, outros vários em período integral. Também incorporamos muitos cursos na área de esporte, arte, cultura, tecnologia. São mais de 30 para enriquecer o currículo do aluno. E, a partir de 2022, todos vão integrar o histórico escolar para ele carregar tudo o que fez na escola para a vida universitária e profissional.

Quais são os cursos de Ensino Superior mais buscados pelos estudantes do Notre Dame?

Geralmente os que são da área de Gestão e Engenharia. Nos vestibulares nacionais a área com procura mais intensa dos alunos é a Engenharia. A área de saúde também cresceu muito, especialmente a Medicina. E temos tido aprovações diretas ao final do terceiro ano em universidades públicas, especialmente em Engenharia, mas em Medicina também. E uma área que caiu muito foi a de licenciatura, infelizmente. São poucos alunos que vão para essa área. Infelizmente os jovens não têm mais procurado essa profissão.

A pandemia de covid-19 atingiu alunos, professores, a instituição como um todo. Foi o momento mais difícil que o senhor vivenciou na área da educação?

Foi. Nós estávamos ficando sem chão, isso trouxe uma insegurança completa. A escola fechou no início de março e uma semana passou, depois duas, três, quatro, dez, quinze, vinte. Não se imaginava um trabalho remoto dentro do setor educacional. Entretanto, tivemos a grande felicidade de realizar, em 2017 e 2018, uma capacitação em recursos tecnológicos com 100% do nosso corpo docente. Capacitamos os professores para utilizar todas as ferramentas necessárias. Com a pandemia, eles estavam capacitados para lidar com os recursos tecnológicos. A adaptação no Notre Dame foi com uma velocidade interessante. A paralisação aconteceu em uma quinta ou sexta-feira. Na terça-feira seguinte nós já estávamos com aulas on-line. 15 dias depois, 100% dos nossos professores estavam trabalhando em casa, totalmente capacitados, e 100% dos nossos alunos estavam conectados.

Como foi o retorno às aulas presenciais após essa adaptação feita no ano passado?

Quando voltamos, em outubro, não foi com 100%. Apenas 35% dos estudantes retornaram. E aí pensamos que era necessário um esquema diferente. Decidimos transmitir tudo ao vivo. Quintuplicamos a nossa capacidade de banda de internet. Também instalamos câmeras nas 83 salas de aula e fizemos 83 transmissões simultâneas, ao vivo, para todas as turmas. E deu certo. Então a escola se adaptou muito bem e de maneira rápida. Há outro ponto. O Notre Dame sempre batalhou pela volta das aulas presenciais. Seguimos sempre todos os protocolos, com toda a segurança, inclusive fizemos protocolos internos dinâmicos, alterando-os à medida que surgiam novas regras ou necessidades. Cumprimos todas as recomendações de distanciamento físico, uso de máscaras. Tudo isso fez com que o Notre Dame ficasse conhecido no mercado educacional por ter batalhado pelo retorno. Incrivelmente, isso resultou em um aumento da demanda para nós durante a pandemia, aumentamos 100 alunos.

O desempenho dos alunos foi o mesmo durante o período remoto?

As perdas foram inevitáveis. Os alunos que tiveram uma estrutura maior dentro de casa, mais apoio, conseguiram manter o desempenho. Alguns perderam mais por, às vezes, não terem tido um acompanhamento adequado. O aluno mais dependente, que precisa de um suporte maior, teve mais prejuízo por ter ficado sozinho durante esse processo. Uma coisa que percebemos que causou bastante impacto nos alunos foi o isolamento. Ele trouxe resultados desastrosos. Muitos casos de depressão, perda de equilíbrio emocional. É uma perda emocional gigantesca. A faixa etária mais atingida aqui foi a dos 12 aos 14 anos. E são dois os prejuízos: a perda da vivência e das orientações feitas pela escola que são próprias dessa fase. A escola tem um impacto muito forte no desenvolvimento saudável do pré-adolescente e do adolescente. Alguns não tiveram a oportunidade de vivenciar essa etapa.

Depois dos desafios enfrentados, qual a sensação que se tem ao olhar para o futuro?

A gente prevê mais um a dois anos para recuperar a perda acadêmica. Felizmente as notícias que começaram a chegar da nova variante são amenizadoras, o que nos traz uma perspectiva de continuar com 100% de presença no ano que vem. Daqui para frente é preciso muita discussão antes de restringir a presença do aluno na escola. As perdas foram grandes, as consequências desastrosas. E o que temos notado, infelizmente, é que os educadores não foram adequadamente ouvidos nesse processo - em todas as instâncias. Eu tenho a convicção de que as coisas poderiam ter sido diferentes se tivesse havido um envolvimento maior das pessoas ligadas à educação nos processos de definições que foram feitos. Esperamos que isso mude um pouco, daqui para frente, diante das evidências dos prejuízos de aprendizagem e saúde emocional. Isso precisa ser tratado cuidadosamente e esperamos que seja assim.

O que se projeta de novo para o Notre Dame? Qual o olhar estratégico que o colégio tem a partir de 2022?

Temos duas grandes novidades. A primeira é a mudança na legislação educacional que trouxe o "Novo Ensino Médio" a partir do ano que vem. O aluno vai poder participar da escolha dos caminhos no processo educacional por meio dos itinerários formativos. Serão duas as opções de itinerários, um deles voltado para as Ciências Exatas e Biológicas e o outro com o foco em Humanidades. Todos os alunos terão o núcleo básico comum e, fora isso, os itinerários servirão de formação complementar. Quem optar por uma área terá uma carga menor em outra. É uma grande inovação e somos entusiastas dela. As experiências do ano que vem serão as primeiras. É algo a ser aprimorado com o tempo. As escolas tiveram autonomia para desenvolver as suas propostas e a nossa foi muito elogiada pela diretoria de ensino, inclusive disseram que foi das melhores. A segunda grande novidade é que, além dos itinerários, o aluno pode optar em realizar cursos eletivos em qualquer área que a escola oferece. São mais de 30 nas áreas de tecnologia, cultura, literatura, esporte, idiomas. E isso vai começar no primeiro ano do ensino fundamental.

Como foi a preparação pedagógica e estrutural para os novos desafios?

Ajustes tiveram que ser feitos. Estamos dividindo a carga horária dos alunos da seguinte maneira: de manhã ele faz o pacote mais básico e à tarde ele complementa com os itinerários, no caso do Ensino Médio. Houve sim necessidade de reestruturação na logística da escola, ela passou a ser uma prioridade. São aprendizados interessantes e que vão gerar um ganho em termos de qualidade da escola e de formação acadêmica. Em termos de infraestrutura, temos hoje dois restaurantes com 190 lugares que ficam lotados. Isso não existia. A qualidade da alimentação, o lanche dos alunos está passando por uma transformação completa. Hoje tenho uma nutricionista na escola que cuida de tudo isso. Também estamos fazendo algo no Notre Dame que é trabalhar em espaços qualificados para que o aluno fique no contraturno com qualidade. É preciso um espaço para descanso, estudo em grupo. Nosso desafio é sair da caixinha e ver que a escola não é só sala de aula. Ela é um dos espaços, mas existem outros diferenciados que são necessários e importantes para os jovens. À medida que a escola oferece período integral, é preciso repensar totalmente a infraestrutura.

Que ações sociais são realizadas pelo Notre Dame? Há oferta de bolsas?

A Congregação de Santa Cruz está certificada pelo MEC como instituição filantrópica. Como tal, deixamos de ser tributados em algumas coisas e, em compensação, trabalhamos fortemente na área social. São basicamente dois tipos de atividade: uma delas é a educação gratuita e a outra é a assistência social. Em relação à primeira, para cada cinco alunos que tenho que pagam mensalidade, um sexto aluno não paga, é bolsista. Parte desses estudantes estão no Notre Dame CECOIA, com cerca de 280 alunos. Aqui no Notre Dame Campinas há uma média de 10 bolsistas por série. Ainda temos, no período da noite, quatro cursos técnicos que são destinados prioritariamente a bolsistas: Administração, Logística, Qualidade e Informática. Esses cursos são destinados para alunos que ainda estão no Ensino Médio ou já terminaram o Ensino Médio em qualquer idade, e que queiram se requalificar em um curso técnico. São 100 alunos aproximadamente. Então isso representa um universo aproximado de 450 bolsistas de 2300 alunos, um número significativo. A maioria tem bolsa de 100% e uma minoria 50%. Os alunos são selecionados por uma avaliação acadêmica. Depois, passam por avaliação socioeconômica para ver se eles se enquadram no perfil de renda. Uma vez que ele passou pela socioeconômica, nós pegamos os resultados da acadêmica e vamos chamando por ordem de desempenho.

E, uma vez admitidos, esses alunos bolsistas têm desempenho semelhante, inferior ou superior aos demais?

Igual. Geralmente pegamos esses alunos pequenos. Eles fazem a trajetória conosco desde os seis anos de idade, do primeiro ano. E se compararmos o desempenho acadêmico dos alunos do Notre Dame Campinas com os do CECOIA, é exatamente igual. A nossa equipe, direção, condução, estrutura, tudo é a mesma. O mesmo programa é aplicado nos dois lugares. Sobre os cursos técnicos, há muita procura, mas muita desistência. São cerca de 1.000 pessoas que me procuram todo ano para 100 vagas que temos, mas cerca de 30 se formam por ano. Os que se formam são muito gratos, eles mudam de vida. É maravilhoso ver as histórias que são transformadas. São três dias de aulas durante a semana por dois anos. E muda a vida deles. Eles recebem tudo, não gastam nada no curso. Nós temos vários profissionais dentro do Notre Dame que passaram por esses cursos técnicos e são profissionais excelentes. Tem gente que virou empresário. Então se cada cinco eu conseguir formar um, já estou contente, porque realmente muda a vida dessa pessoa. Os professores são altamente qualificados, fazemos nosso próprio material, o curso é muito bom. Em relação à Assistência Social, temos uma instituição que funciona em Sousas com o nome de Centro Comunitário Irmão André, que também conhecemos por CECOIA. Ele foi fundado em 85 por pais do Colégio Notre Dame que queriam dar uma contribuição para sociedade. Hoje quem responde por essa atividade é a Congregação, mas ela continua sendo mantida pelos pais, por meio de recursos que são gerados aqui dentro.

Que tipo de público é atendido pelo Centro Comunitário Irmão André?

Atendemos crianças que estudam em escolas da rede municipal ou estadual, e que ficam apenas em meio período. Nosso objetivo é cuidar deles no outro meio período. São 180 crianças de 6 a 14 anos, de manhã os menores, e, à tarde, os adolescentes. Lá nós damos duas refeições em cada período, além de ter lição de casa, reforço escolar, esportes, música, dança, formação pessoal e de valores. É quase uma escola, mas sem ser. Os alunos têm horários, aulas, tudo direitinho, porém não entra no histórico deles. O intuito é ocupá-los e fazer com que eles não fiquem na rua. Que fortaleçam o que aprenderam na escola e saiam dali com valores, como pessoas que farão coisas boas na sociedade. Nós nos preocupamos muito em tornar todos os nossos alunos pessoas de bem. Em um mundo como esse, com tanta maldade, violência e injustiças, nós queremos que o nosso estudante seja academicamente competente, mas também queremos mais. Queremos que ele se torne alguém que olhe para o outro dentro da sociedade, não pense só em si. Que seja humanizado. Isso é tão necessário nesse mundo que vivemos. A gente pega firme no aspecto da formação humana desses alunos desde pequenos. E nós fazemos questão de trazer profissionais que tenham essa visão.

Para finalizar, o que o senhor faz nos seus momentos livres? Quais são os seus hobbies?

Muita caminhada e muito bar, não necessariamente nessa ordem (risos). Eu caminho todo dia. É sagrado. No meu condomínio há uma pista de 500 metros e eu tenho um cachorrinho. Primeiro ele completa as cinco voltas dele, porque ele também caminha, depois eu volto e faço mais cinco, totalizando 5km. Eu gosto de caminhar todo dia, o dia que não faço é ruim. E o bar é uma coisa deliciosa. Tomar uma cerveja com os amigos é muito gostoso. O bar é transformador. Também tenho uma filha de 20 anos e a gente gosta muito de ir a restaurantes. Temos passeado por alguns, gostamos bastante.

Escrito por:

Ronnie Romanini/ Correio Popular