Publicado 25 de Novembro de 2021 - 9h31

Por Do Correio Popular

O pediatra Luís Alberto Verri atende até quatro casos de SMPB por dia

Ricardo Lima

O pediatra Luís Alberto Verri atende até quatro casos de SMPB por dia

Onze surtos da síndrome mão-pé-boca (SMPB) foram registrados pela Prefeitura de Campinas neste mês, em escolas de educação infantil tanto da rede pública quanto privada. De acordo com a Administração, o surto é configurado quando há o registro de dois ou mais casos da doença. A síndrome é uma infecção causada pelo vírus Coxsackie e acomete crianças, principalmente as com até cinco anos. A infectologista e coordenadora da Vigilância Epidemiológica (Devisa), Valéria Almeida, garantiu que casos da doença são comuns e que os surtos estão ocorrendo por causa da volta das crianças às escolas, depois de meses em casa e sem contato com o restante da comunidade escolar.

A SMPB causa febre, dor de garganta, coriza e lesões que aparecem nas mãos, pés e boca (por isso o nome da síndrome) até três dias depois da infecção. Na boca, as feridas geram o mesmo desconforto que a afta. Nas mãos e pés, aparecem bolhas de água. Devido ao elevado número de lesões, as crianças infectadas pelo vírus apresentam dificuldade para comer.

"A transmissão da doença pode ocorrer via oral, através das fezes ou por meio de superfícies infectadas. Por isso, para evitar que mais casos apareçam, é imprescindível a adoção de medidas sanitárias, entre elas lavar bem as mãos e higienizar os espaços frequentados pelas crianças", informou Valéria. A última vez que a Prefeitura registrou surtos da doença foi antes da pandemia.

O pediatra do Vera Cruz Hospital, Luís Alberto Verri, informou que tem atendido até quatro casos da síndrome por dia em seu consultório, apesar de a doença ser mais comum no Inverno e no início da Primavera. "Para tratar a síndrome, focamos no combate dos sintomas, que duram, em média, até sete dias", explicou. De acordo com ele, a família tem que ter paciência quando a criança é diagnosticada com a SMPB.

O médico esclareceu que as dores provocadas pelas lesões são intensas. Para evitar a transmissão, acrescentou Verri, é preciso que as crianças se ausentem das escolas por até quatro semanas, período em que o vírus permanece ativo no organismo.

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