Publicado 25 de Novembro de 2021 - 9h27

Por Do Correio Popular

A condenação ocorreu depois que os jurados consideraram que Lucas matou Thaís com a qualificadora do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, sendo este recurso o uso de arma de fogo

Cedoc

A condenação ocorreu depois que os jurados consideraram que Lucas matou Thaís com a qualificadora do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, sendo este recurso o uso de arma de fogo

O jovem Lucas Henrique Siqueira Santana foi condenado a 18 anos, inicialmente em regime fechado, pelo assassinato da ex-namorada Thaís Fernanda Ribeiro, em maio de 2019, em Campinas. A sentença foi proferida pelo juiz José Henrique Rodrigues Torres, às 22h30 de anteontem, no Palácio da Justiça, após nove horas de trabalhos.

O julgamento foi realizado pelo 1º Plenário I, no Salão do Júri, no 1º andar do Fórum Central. O réu já estava preso preventivamente.

A audiência foi marcada por debates enérgicos entre acusação e defesa, mas o entendimento final foi o de que não houve a qualificadora do feminicídio neste crime, ou seja, não foi considerada a condição do sexo feminino como motivação do homicídio.

A condenação ocorreu depois que os jurados consideraram que Lucas matou Thaís com a qualificadora do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, sendo este recurso o uso de arma de fogo.

O homicídio

O crime aconteceu na residência do jovem autor, no bairro San Martin, em maio de 2019. A vítima tinha 21 anos na época e trabalhava como operadora de caixa em um mercado. Ela era ex-namorada do acusado, mas ele não aceitava o fim do relacionamento, que durou três anos. O casal havia terminado sete dias antes do assassinato.

Os vizinhos contaram que no dia do crime Lucas colocou um som muito alto, no último volume, e se aproveitou do barulho para efetuar 11 disparos contra Thaís. Depois, ele fugiu e foi preso em Santo André.

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