Publicado 17 de Novembro de 2021 - 9h04

Por Mariana Camba/ Correio Popular

Posto de vacinação em Valinhos: cidade colhe frutos da imunização

Diogo Zacarias

Posto de vacinação em Valinhos: cidade colhe frutos da imunização

Três cidades da região de Campinas (Valinhos, Vinhedo e Paulínia) estão entre os 553 municípios do Estado de São Paulo que não registraram mortes por covid-19 entre os dias 4 e 10 de novembro deste ano. A análise completa foi divulgada pelo governo estadual na semana passada. Cidades que fazem limite com Campinas, como Hortolândia, Indaiatuba, Jaguariúna e Sumaré, contabilizaram somente entre uma e duas mortes no mesmo período. O médico infectologista do Hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) Campinas, André Giglio Bueno, credita o feito ao avanço da imunização.

Até a última quarta-feira, 71% da população do Estado, que representa 32,9 milhões de pessoas, estavam com o esquema vacinal completo. Segundo o governador João Doria, entre abril e novembro deste ano houve uma queda de 93% nas mortes provocadas pela doença no Estado, além da redução em dez vezes no número de internados por causa do avanço da imunização. Os que menos tomaram a segunda dose são os adolescentes. Apenas 27% dos jovens entre 12 e 17 anos que moram em São Paulo completaram o esquema vacinal.

Nos municípios próximos à Campinas, a cobertura completa tem aumentado consideravelmente. Valinhos, Vinhedo e Paulínia imunizaram totalmente 71,48%, 70% e 67,15% de suas populações, respectivamente, até o último dia 10 de novembro. De acordo com a diretora do Departamento de Saúde Coletiva de Valinhos, Claudia Maria dos Santos, a meta é vacinar até final de dezembro 95% do público alvo da campanha, que não inclui pessoas entre zero e 11 anos. A totalidade da população do município não será alcançada, segundo ela, por causa dos que se recusam a receber a vacina contra a covid-19.

"A pandemia é uma caixinha de surpresas. Com o fim do ano chegando e com a flexibilização das medidas de restrição vamos viver uma nova experiência. Ainda não sabemos qual será o comportamento do vírus diante desta nova realidade", avaliou Claudia. Em Campinas, entre os dias 4 e 10 de novembro, seis mortes pelo novo coronavírus foram contabilizadas. A imunização completa no município alcançou 89,6% da população (860.308 pessoas). Segundo a médica infectologista e coordenadora da Vigilância de Agravos e Doenças no município, Valéria Almeida, a diminuição dos casos é significativa, tendo em vista que no período de pico da pandemia, entre março e abril deste ano, 42 mortes foram registradas em 24 horas.

"Há um decréscimo no número de mortes em Campinas. Estamos em um momento semelhante ao que vivenciamos na cidade em novembro do ano passado. A expectativa é de que a redução se intensifique ainda mais nos próximos meses, por causa da evolução na vacinação", afirmou a coordenadora. A maioria dos óbitos, acrescentou, tem sido registrada entre as pessoas do grupo de risco para a doença e os que se negaram a tomar o imunizante.

Valéria reforçou que a diminuição de internados e de mortes pela doença tem permitido que o município feche leitos exclusivos para a covid-19 e amplie o atendimento a outras patologias. Na cidade, os grupos que têm registrado a menor cobertura vacinal são o de adolescentes (entre 12 e 17 anos) e o de jovens adultos (entre 18 e 30 anos). "Essas parcelas da população são historicamente mais difíceis de imunizar, seja qual for a campanha. São grupos que não frequentam com regularidade as Unidades de Saúde", concluiu.

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