Publicado 14 de Novembro de 2021 - 9h41

Por Ronnie Romanini/ Correio Popular

Arcebispo cumprimenta o provedor da Santa Casa, dr. Murilo Almeida e o prefeito de Campinas, Dário Saadi, após a celebração da missa

Diogo Zacarias

Arcebispo cumprimenta o provedor da Santa Casa, dr. Murilo Almeida e o prefeito de Campinas, Dário Saadi, após a celebração da missa

Foi em novembro de 1871 o lançamento da primeira pedra fundamental do edifício que se tornaria mais tarde a Santa Casa de Misericórdia de Campinas. Ontem, às vésperas de completar 150 anos de existência, uma missa, conduzida pelo arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom João Inácio Müller, celebrou a longevidade da instituição.

O ato litúrgico contou com a presença de figuras públicas, como o prefeito Dário Saadi, de membros da Irmandade de Misericórdia, o presidente da Cohab-Campinas, Arly de Lara Romêo, e o presidente-executivo do Grupo RAC, Ítalo Hamilton Barioni.

Após o evento religioso, o provedor da Santa Casa, Murillo Almeida, fez um discurso de agradecimento, exaltando a história longeva da instituição. Ele comemorou a expectativa de dar continuidade às ações realizadas. "Digo, com gratidão, que a luta continua. As vitórias existiram e as derrotas também. Imagino um futuro promissor pela frente, com objetivos, perseverança e luta, ao lado de um grupo de pessoas que acreditam no que construímos e reconstruímos até agora", afirmou.

Ainda durante a fala, o provedor se dirigiu ao arcebispo Dom João Inácio e citou o prefeito, que também é médico, lembrando que o foco da profissão e da entidade é salvar vidas e lutar pelos mais necessitados.

Dário Saadi também fez um breve pronunciamento de agradecimento e reflexão sobre o período turbulento que Campinas viveu durante a pandemia de covid-19. "Foi um momento difícil que a cidade passou. Tivemos que montar mais de 170 leitos de UTIs e a Santa Casa foi uma parceira fundamental no atendimento aos infectados durante a pandemia", relembrou.

A Santa Casa duplicou o número de leitos disponíveis aos pacientes por conta do coronavírus. Até 2019, eram 80 leitos, metade dos 160 disponíveis atualmente.

Com os números referentes à pandemia melhorando nos últimos meses, o prefeito exaltou a imunização realizada em Campinas. De acordo com ele, o município tem o maior percentual de pessoas acima de 18 anos imunizadas, quando comparado às cidades do país com mais de 500 mil habitantes. "Campinas teve mais de 230 pacientes aguardando internação em UTIs e enfermarias no auge da pandemia. Durante esse período, conversei muito com o Dom João, que sempre me ofereceu palavras de apoio e de esperança no momento em que o sistema de saúde da cidade quase colapsou", confidenciou o chefe do Executivo, que, no atual cenário, avaliou que Campinas é um exemplo de imunização da população. Ele ainda valorizou o papel da Santa Casa e demais entidades de saúde na luta contra o coronavírus.

Revitalização

Em relação ao futuro promissor, citado pelo provedor da entidade, há um projeto de revitalização da Santa Casa e do Hospital Irmãos Penteado, com verbas oriundas da iniciativa privada. A ideia existe há quase uma década e foi retomada no início do mês, quando Almeida e um grupo de investidores parceiros apresentaram o projeto ao prefeito de Campinas.

A iniciativa prevê a construção de um centro comercial e uma torre residencial junto às sedes dos hospitais, além da revitalização dos imóveis históricos, preservando o patrimônio tombado. A parceria foi aprovada por unanimidade pela diretoria da Santa Casa e pelos representantes da Irmandade de Misericórdia de Campinas.

O projeto receberá investimentos da ordem de R$ 600 milhões. Segundo Almeida, depois de completar 150 anos, o intuito agora é o de construir algo sustentável para levar a Santa Casa a, pelo menos, mais 100 anos de vida.

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Ronnie Romanini/ Correio Popular