Publicado 13 de Novembro de 2021 - 9h59

Por Thifany Barbosa/ Correio Popular

Caixas apreendidas pela Polícia Civil com a substância ilegal: estimulante tido como

Dig/ Campinas

Caixas apreendidas pela Polícia Civil com a substância ilegal: estimulante tido como "milagroso" pelos usuários

Proprietários de um sex shop foram presos na tarde de anteontem por venda ilegal de um estimulante sexual conhecido como “melzinho do amor”. No total a Polícia Civil apreendeu mais de 2,7 mil sachês da substância.

A ação foi realizada pelos policiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), através da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Campinas, por meio de denúncias sobre a comercialização do produto proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em lojas de sex shops na cidade de Paulínia.

Uma equipe se deslocou até o endereço e encontrou já na primeira loja da franquia de produtos eróticos, 2.731 sachês do estimulante e mais 61 sachês, na segunda loja. Os donos do estabelecimento foram detidos e encaminhados à delegacia especializada.

Os sócios, de 40 anos e 38 anos, foram autuados pelo crime tipificado no artigo 278 do Código Penal, sobre “fabricar, vender, expor à venda, ter em depósito para vender ou, de qualquer forma, entregar a consumo, coisa ou substância nociva à saúde, ainda que não destinada à alimentação ou a fim medicinal”. A pena para esse crime é de 1 a 3 anos de prisão e multa.

Os dois autuados pagaram fiança e responderão em liberdade.

Estimulante sexual

A substância conhecida como “melzinho do amor” é um estimulante sexual vendido como 100% natural, mas, de acordo com análises laboratoriais do produto, foram encontradas substâncias como tadalafila e sildenafila, que são utilizadas na elaboração de medicamentos que tratam da disfunção erétil.

A comercialização do “melzinho” foi proibida desde o mês de maio pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), justamente pela falta de informações sobre a fabricação e elaboração do produto.

De acordo com alguns especialistas, o uso das substâncias presentes no mel pode gerar sintomas graves e até mesmo irreversíveis para a saúde, como o risco de necrose do pênis. Uma marca desse produto é considerada ilegal, as demais, incluindo as apreendidas, são proibidas para comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e o uso.

Segundo informações divulgadas pela Anvisa, os produtos sem registro representam um risco à saúde, visto que não há conhecimento sobre a composição, condições de fabricação e armazenamento, entre outras informações. Esses produtos podem inclusive conter substâncias tóxicas.

O “melzinho do amor” ganhou popularidade após ser citado em letras de funk e por famosos. Mesmo com a proibição, o estimulante tido como "milagroso" pelos usuários é vendido em diversas adegas e tabacarias localizadas na região de Campinas, além de ser facilmente comprado pela internet, por meio de sites especializados e em perfis nas redes sociais.

Os produtos sem registros são passíveis de retirada imediata do mercado, conforme legislação específica. Confirmada a configuração da infração sanitária, após a devida instauração do processo administrativo sanitário, os infratores podem ser presos.

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Thifany Barbosa/ Correio Popular