Publicado 22 de Outubro de 2021 - 8h49

Por João Lucas Dionisio/Correio Popular

Movimento de consumidores em shopping center de Campinas: avanço da imunização contra a covid-19 e a redução no número de casos e óbitos no país geram otimismo no comércio

Kamá Ribeiro

Movimento de consumidores em shopping center de Campinas: avanço da imunização contra a covid-19 e a redução no número de casos e óbitos no país geram otimismo no comércio

A expectativa em relação à oferta de postos de trabalho temporário para a Região Metropolitana de Campinas (RMC) neste final de ano é otimista e prevê superar o total de vagas criadas para o mesmo período no ano passado. Isso, considerando-se que a retomada do comércio em horário normal volte a incentivar o consumo por conta das festas de Natal e Ano Novo. A previsão consta de um levantamento realizado pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic).

De acordo com os dados da entidade, a estimativa é a de que 12.246 novas vagas sejam abertas na RMC durante os últimos dois meses de 2021. Ou seja, um aumento de 10% em comparação ao mesmo período do ano passado, que registrou 11.140 contratações provisórias.

O comércio campineiro acompanha a tendência, segundo a pesquisa. No período de festas de 2020, 5.420 trabalhadores foram contratados de maneira temporária no município. Neste ano, os comerciantes esperam abrir 5.732 oportunidades entre novembro e dezembro.

Apesar do número não representar um crescimento muito expressivo, na visão do economista da entidade, Laerte Martins, a alta de 5,76% é considerada positiva pelo setor. "Devido ao novo coronavírus, 2021 ainda vem se comportando de maneira atípica, com momentos distintos, como a restrição de circulação de pessoas durante um tempo e a reabertura normal do comércio após um longo período. Isso pode, talvez, representar o início de uma recuperação econômica", avaliou.

Mesmo com as inúmeras crises econômicas e políticas atuais no Brasil, a previsão de vendas durante o período de festas, na perspectiva dos comerciantes, é bastante positiva. "O avanço da imunização contra a covid-19 e a redução no número de casos e óbitos no país gerou uma grande esperança no setor", acredita Martins.

No entanto, o economista alertou que a expectativa do comércio está condicionada ao que vai acontecer com a economia como um todo e também em relação ao desfecho da pandemia nos próximos meses. Se tudo ocorrer da maneira esperada, os segmentos de vestuário, hipermercados e calçados devem liderar o ranking de contratações temporárias, aponta a pesquisa da entidade.

A maior quantidade de vagas ofertadas deve ocorrer nos shoppings da região. Outro ponto importante, segundo Martins, é a vacinação contra a covid-19. "Querendo ou não, o candidato que contar com o ciclo de imunização completo terá mais possibilidades de ser empregado do que aquela pessoa que nem sequer tomou uma das doses", opinou.

[INTERTITULO]Aposta no futuro

[/INTERTITULO]Prestes a inaugurar a sétima loja de gelatos, que comercializa sorvetes gourmets, doces e cafés, na região de Campinas, o casal Antônio Filho e Camila Cavalcanti, que são os fundadores da rede, estão na expectativa de aumentar as vendas durante novembro e dezembro. "Acredito que os números deste ano serão melhores do que os de 2019, último ano antes da pandemia, pois existe uma demanda de consumo bastante represada ainda", afirmou Filho.

Depois de analisar de forma detalhada os prognósticos para o período, o empresário calcula uma quantidade grande de vendas e, diante disso, prevê a contratação de até dez funcionários temporários para as lojas, com possibilidade de efetivação de algumas vagas. "Houve uma melhora nítida no faturamento do negócio, principalmente, nos últimos dois meses. Isso aumentou ainda mais a confiança para as vendas durante o Natal e o Ano Novo".

[INTERTITULO]Depois da tempestade...

[/INTERTITULO]O entusiasmo por um bom movimento vem depois de um longo período de dificuldades, incertezas e receios. Durante os piores meses da pandemia, que acabou restringindo a circulação de boa parte da população, os shoppings fecharam de maneira temporária, o que paralisou o funcionamento de três lojas do casal. "Mesmo enfrentando uma situação bastante complexa, não queríamos demitir funcionários da rede. Por esse motivo, o endividamento com empréstimos e financiamentos aumentou", contou Camila. A opção do casal deu certo e os postos de trabalho foram mantidos em todas as lojas. Segundo ela, a retomada do funcionamento fez com que "o plano de expansão na região voltasse a ser implementado, com a criação de mais uma loja. Esse fator e o aumento das vendas vai ocasionar a abertura de mais vagas".

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João Lucas Dionisio/Correio Popular