Publicado 02 de Outubro de 2021 - 18h51

Por João Lucas Dionisio/Correio Popular

Depois de se concentrarem no Largo do Rosário, manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Francisco Glicério

Diogo Zacarias

Depois de se concentrarem no Largo do Rosário, manifestantes seguiram em passeata pela Avenida Francisco Glicério

Milhares de manifestantes realizaram, na manhã deste sábado (2), um protesto contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Campinas. Os participantes começaram a se reunir por volta das 9 horas no Largo do Rosário, com faixas e bandeiras contra personagens da política nacional, como o ministro da Economia, Paulo Guedes, o vice-presidente, Hamilton Mourão, além do presidente. Em seguida, fizeram uma passeata pela Avenida Francisco Glicério, no Centro, que acabou complicando a vida dos motoristas que trafegavam pela região.

Entre as reivindicações do ato, os manifestantes pediram o impeachment do presidente da República, a disponibilização de vacinas contra a covid-19 para toda a população, além de um auxílio emergencial mais efetivo para as pessoas em condições de vulnerabilidade. Alguns grupos, ainda, se mostraram contrários ao governo estadual de João Doria.

Diferentes frentes participaram do ato, como o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (Sindicom), além de diversos partidos políticos de esquerda.

Para a professora Cristiane Silva, de 42 anos, que levou o filho Matheus, de 5 anos, ao ato, trata-se de um momento difícil, mas importante para que as pessoas tenham voz. "É preciso valorizar a democracia, que nos oferece a possibilidade de protestar. Em outros tempos, isso era inimaginável", contou. O filho, segundo ela, é o melhor parceiro para os atos democráticos. "Fico feliz de poder trazer meu filho junto e lhe mostrar o Brasil, as pessoas e o que é ter liberdade de pensamento", argumentou.

Com a presença de diversos líderes sindicais e vereadores da esquerda, o ato foi encerrado por volta das 12 horas, quando o trânsito foi liberado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec). Após a manifestação, alguns ônibus foram posicionados nas redondezas para que os interessados pudessem ir à São Paulo, no ato nacional contra o governo.

Durante a manifestação, as ruas e avenidas próximas do local ficaram bastante congestionadas, o que acabou dificultando a vida dos motoristas que passaram pela região no horário da manhã. No entanto, segundo os órgãos de fiscalização, nenhuma ocorrência séria foi registrada durante o ato.

A Polícia Militar e a Emdec realizaram uma espécie de escolta durante a passeata. De acordo com estimativas dos organizadores, cerca de 10 mil participaram da manifestação em Campinas.

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