Publicado 15 de Setembro de 2021 - 9h25

Por Rodrigo Piomonte/ Correio Popular

Aumento do retorno dos alunos às aulas presenciais foi verificado 44 dias depois da flexibilização adotada pela Prefeitura e pelo governo do Estado, anunciada a partir de 2 de agosto

Kamá Ribeiro

Aumento do retorno dos alunos às aulas presenciais foi verificado 44 dias depois da flexibilização adotada pela Prefeitura e pelo governo do Estado, anunciada a partir de 2 de agosto

A campanha de vacinação contra a covid-19 em Campinas está próxima de atingir a marca de 100% de cobertura vacinal de sua população adulta, maior de 18 anos, com a aplicação da primeira dose. Se o ritmo de imunização que vem ocorrendo na cidade desde o início da campanha for mantido e não houver revés no envio de novos lotes por parte do Ministério da Saúde, esse marco deverá ser atingido em pouco mais de quatro semanas.

De acordo com dados do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa), divulgados pelo boletim epidemiológico, atualizado na última sexta-feira, a cidade atingiu 89,4% da população adulta maior de 18 anos vacinada, ou seja, restam menos de 11% dessa parcela da população para a cidade ver completada a imunização de primeira dose nos adultos campineiros.

Ao todo, foram imunizados 804.688 adultos maiores de 18 anos nos sete meses de campanha. Uma média mensal de vacinação de cerca de 12%, ou seja, pouco mais de 100 mil adultos por mês. Ao todo a população dessa faixa etária corresponde a cerca de 920 mil pessoas.

Conforme informações da Prefeitura, de sexta-feira passada até anteontem, foram aplicadas novas 38.353 doses no geral, incluindo primeira, segunda e doses únicas. Atualmente, a campanha está direcionada para o público da faixa etária de adolescentes de 12 a 15 anos, porém, as faixas etárias acima ainda estão cumprindo o cronograma dos agendamentos feitos para a imunização, incluindo os maiores de 18 anos.

O número expressivo de doses aplicadas no último final de semana, no entanto, é explicado pelo fato de que no sábado ocorreu mais um "Dia D" da campanha. Porém, a média geral diária da campanha de imunização da cidade, somando a primeira, segunda e doses única tem sido alta, variando de 5 mil a 7 mil doses, chegando às vezes a 12 mil, dependendo da adesão das faixas etárias prioritárias e da quantidade de doses em estoque.

Pelos dados da Prefeitura, os adultos com esquema vacinal completo, ou seja, maiores de 18 anos imunizados com as duas doses, do imunizante ou com a dose única, já superaram a casa dos 55%.

Para os especialistas, a marca é significante, porém, com a presença das novas variantes na cidade, como a variante Delta, a necessidade de manter os cuidados não farmacológicos, como higiene, uso de máscaras e distanciamento social são ainda fundamentais, até que se consiga atingir os 100% das pessoas imunizadas com o ciclo vacinal completo.

A médica infectologista, Raquel Stucchi, da faculdade de medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alerta para o perigo da sensação de que a pandemia está controlada. "Avançamos bastante na vacinação nos últimos meses e as medidas de restrição praticamente acabaram, mas é muito importante que seja mantido o uso de máscara e as medidas de barreira", alerta.

Ela comenta sobre a disseminação do coronavírus novamente na população idosa que passa a ser vulnerável por conta do tempo passado entre a aplicação da segunda dose do imunizante. De acordo com a especialista, as vacinas são bastante eficazes, mas a população idosa acaba sendo mais vulnerável e perdendo a capacidade de produzir anticorpos suficientes para combater o vírus em caso de infecção. Por isso a necessidade de reforçar as medidas de barreira sanitárias. "Precisamos orientar a população que convive com os idosos de serem ainda mais cuidadosos no sentido de não expor essas pessoas", disse.

A especialista reforça a necessidade de as autoridades avançarem também na aplicação da terceira dose nessa parcela da população com uma vacina que realmente garanta a imunidade. "Então o controle disso seria através de rapidamente vacinar essa população com uma vacina que garanta uma proteção melhor, que é com uma vacina de RNA mensageiro, e não como o governo do Estado de São Paulo está fazendo no momento", explica.

A Prefeitura divulgou ontem, o novo boletim com dados da epidemia de covid-19 em Campinas. Foram confirmados mais 91 casos e 11 óbitos. A administração municipal explica que o sistema do Ministério da Saúde está fora do ar desde o dia 9 de setembro, o que prejudicou a notificação de casos. Com essa atualização, a cidade totaliza 138.326 casos e 4.426 mortes.

Em relação às vítimas, a Prefeitura informou que foram a óbito cinco homens e seis mulheres. Nove vítimas tinham comorbidades e duas não tinham. Com relação à faixa etária, seis eram idosos, e cinco tinham menos de 60 anos.

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Rodrigo Piomonte/ Correio Popular