Publicado 15 de Setembro de 2021 - 9h07

Por Gilson Rei/ Correio Popular

Aumento do retorno dos alunos às aulas presenciais foi verificado 44 dias depois da flexibilização adotada pela Prefeitura e pelo governo do Estado, anunciada a partir de 2 de agosto

Kamá Ribeiro

Aumento do retorno dos alunos às aulas presenciais foi verificado 44 dias depois da flexibilização adotada pela Prefeitura e pelo governo do Estado, anunciada a partir de 2 de agosto

A adesão às aulas presenciais nas escolas municipais de Educação Infantil e do Ensino Fundamental chegou a 51% dos alunos em Campinas, totalizando aproximadamente 28 mil estudantes, dos quase 55 mil matriculados na cidade. A estimativa foi revelada ontem pelo secretário de Educação de Campinas, José Tadeu Jorge, após apresentação oficial da nova sede da Secretaria de Educação, no casarão dos tempos do Brasil Imperial restaurado na Rua Barreto Leme, que abrigou também o Colégio Ateneu Campinense.

A maior adesão foi considerada positiva por Tadeu, que defende a volta segura às aulas presenciais, considerando-se as regras definidas pela Vigilância Sanitária para cada momento da pandemia. O aumento gradual de retorno, segundo o secretário, deve seguir o mesmo ritmo de flexibilização identificado pelos especialistas em Saúde e Vigilância Sanitária, que realizam avaliações por critérios técnicos.

Tadeu explicou que, ao longo destas primeiras semanas do segundo semestre, houve uma presença significativamente maior do que a registrada antes do recesso. No meio de julho, a frequência no Ensino Fundamental ficou entre 25% e 30% e na Educação Infantil, de 15% a 20%. "Com as novas condições estabelecidas neste segundo semestre, esse índice subiu para 50% e 55% no Fundamental e por volta de 25% a 30% na Educação Infantil", comparou o secretário.

Dentre os 55 mil estudantes matriculados, o Ensino Fundamental soma aproximadamente 22 mil estudantes, enquanto a Educação Infantil, perto de 33 mil alunos. Considerando a adesão em cada nível de ensino, a estimativa é a de que estão comparecendo às aulas presenciais aproximadamente 28 mil estudantes nessas duas etapas da educação formal. Vale destacar que os índices de adesão da Educação para Jovens e Adultos (EJA) não estão nesta contagem.

Flexibilização

O índice de retorno dos alunos às aulas presenciais de 51% foi verificado 44 dias depois da flexibilização adotada pela Prefeitura e pelo governo do Estado, que anunciaram, a partir de 2 de agosto, a ampliação dos horários e a abertura das 207 unidades escolares para 100% dos estudantes nas aulas presenciais.

Isso não ocorria desde o início da pandemia, em março do ano passado, quando as aulas foram suspensas pelo governo paulista. As aulas já tinham sido retomadas no início deste ano, mas havia o limite de 35% na capacidade de ocupação.

Além disso, a Secretaria de Educação aumentou o horário para as atividades presenciais, a partir de 2 de agosto, para os alunos da rede municipal de ensino. Nas creches, que atendem crianças de 0 a 3 anos, o horário de quatro horas por dia foi estendido para sete horas diárias: das 7h às 14h. Na pré-escola, voltada aos estudantes de 4 a 5 anos, e no Ensino Fundamental, do 1º ao 9º ano, o turno aumentou de três para quatro horas diárias.

Facultativa

Tadeu ressaltou que continua valendo a decisão dos Conselhos Nacional e Estadual de Educação, que definiu a frequência presencial como facultativa, ou seja, não é obrigatória. "As famílias continuam decidindo se mandam ou não as crianças para a escola", comentou.

A realização de uma consulta aos pais também auxiliou na tomada de decisão nesse processo de retorno às aulas presenciais. "Uma outra coisa que mudou na nossa sistemática, que não foi feita no primeiro semestre e começamos a fazer agora, foi a consulta às famílias sobre a disposição ou não de voltar a levar os alunos às escolas", disse. Dessa forma, o secretário que a Pasta conseguiu se planejar e organizar para atender a bem mais alunos, já que tinha uma estimativa de quantos estudantes iriam para as salas de aula.

A sintonia com a Vigilância Sanitária foi ressaltada por Tadeu. "Desde o começo houve anuência às orientações do Departamento de Vigilância Sanitária (Devisa) em nossas decisões. Tudo que fizemos foi conversando e combinando, a fim de atender às orientações sanitárias e contar com o aval do órgão", disse.

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Gilson Rei/ Correio Popular