Publicado 12 de Setembro de 2021 - 11h08

Por Mariana Camba/ Correio Popular

A zeladora Maria Aparecida Moreira da Costa garantiu ontem a segunda dose do imunizante contra o novo coronavírus:

Diogo Zacarias

A zeladora Maria Aparecida Moreira da Costa garantiu ontem a segunda dose do imunizante contra o novo coronavírus: "é a nossa principal arma"

A terceira dose da vacina contra a covid-19 começou a ser aplicada neste sábado (11), em Campinas, em idosos acamados, que já receberam a segunda dose há pelo menos seis meses. De acordo com a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea von Zuben, a terceira fase da imunização será disponibilizada apenas a pessoas maiores de 60 anos e imunossuprimidos, uma vez que a resposta dos anticorpos nesse grupo não é considerada adequada.

Não haverá 3ª dose para outros grupos populacionais, informou Andrea, levando-se em conta que não há estudo que confirme a necessidade desse reforço às demais pessoas. “A intenção de mais uma aplicação do imunizante é a de aumentar a resposta do organismo no combate à doença, e, por consequência, garantir uma boa proteção dessas pessoas”, afirmou.

Segundo a Prefeitura, desde sábado as equipes de saúde estão indo às casas dos acamados para a aplicação da vacina. Depois que esse grupo receber a dose de reforço, será a vez dos moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

De acordo com Andrea, o agendamento para os não acamados com 85 anos ou mais será aberto amanhã, 13. A imunização será disponibilizada aos demais grupos em ordem decrescente.

O município vai seguir a determinação do Programa Estadual de Imunização, até atingir todas as pessoas com 60 anos ou mais. Em Campinas, segundo levantamento do Devisa, esse grupo compreende 4.157 pessoas.

Situação ainda preocupa

Para o médico infectologista do hospital PUC-Campinas, André Giglio Bueno, os números de casos confirmados e mortes pela covid-19 reforçam que a pandemia ainda é preocupante. “O vírus continua circulando e as pessoas não podem se esquecer disso. A dose de reforço visa reduzir o risco dos idosos de se infectarem e precisarem da internação”, declarou.

A decisão de contemplar com mais uma etapa de vacinação as pessoas com 60 anos ou mais, acrescentou, foi tomada com base em dados que reforçam essa iniciativa. Segundo o médico, há algumas semanas vem sendo observado o aumento da internação de idosos nos hospitais por causa da covid-19.

“A tendência é a de que a proteção fornecida pelas duas aplicações do imunizante diminua com o tempo. Como os idosos foram os primeiros a receber a vacina, seis meses depois esse grupo tende a ficar mais vulnerável. Por isso, a 3ª dose é essencial”, concluiu Bueno.

Ainda neste sábado, a Prefeitura de Campinas realizou o quarto Dia D de aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19. Até às 11h, 10.892 doses foram aplicadas. Desse total, 10.788 foram segundas doses, 70 primeiras doses e 34 doses únicas. A ação ocorreu em 64 centros de saúde do município. A expectativa da Administração era a de vacinar cerca de 28,9 mil pessoas durante o sábado.

No Parque Oziel

De acordo com a coordenadora do Centro de Saúde (CS) Antônio Moneta Júnior, localizado no Parque Oziel, Madalena Conceição da Silva Araújo, a expectativa ontem era a de atender 380 pessoas durante o dia.

Para ela, a demanda do bairro tem características que diferem da população em geral de Campinas, por serem pessoas com menos recursos financeiros, sem acesso fácil à internet. Assim, o CS também atendeu a demanda espontânea, que são aqueles que não conseguiram fazer o agendamento com antecedência.

A zeladora Maria Aparecida Moreira da Costa garantiu ontem a segunda dose do imunizante contra o novo coronavírus. Agora, com a vacinação completa, ela se sente mais segura. “Estava esperando passar por essa fase para poder visitar os meus pais. As pessoas precisam tomar todas as doses que forem necessárias. Afinal, a vacina é a nossa principal arma nessa guerra”, defendeu.

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