Publicado 09 de Setembro de 2021 - 9h36

Por Rodrigo Piomonte/ Correio Popular

Alunos atravessam a rodovia Miguel Melhado, após saída da Escola Estadual Jardim Marisa: perigo iminente

Ricardo Lima

Alunos atravessam a rodovia Miguel Melhado, após saída da Escola Estadual Jardim Marisa: perigo iminente

Em um momento em que se discute a melhoria de infraestrutura das estradas da região e que usuários e moradores de bairros densamente povoados e cortados por essas vias aguardam por definições práticas há tempos reivindicadas, histórias de vida e de famílias seguem registrando capítulos trágicos devido à demora e muitas vezes à negligência das autoridades responsáveis em promover segurança viária para motoristas e pedestres. Ontem, mais um acidente fatal foi registrado na rodovia Miguel Melhado Campos, conhecida como estrada da morte.

Uma mulher identificada como Grayce Kelly Costa de Oliveira, 32 anos, morreu após uma colisão frontal entre o carro que ela dirigia e um ônibus do transporte público. O acidente aconteceu no sentido do Aeroporto Internacional de Viracopos, no km 89, na altura do bairro Campo Belo.

Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, mesmo em um trecho considerado lento da rodovia, de 40 km/h e com lombadas, o veículo entrou embaixo do coletivo, da linha 197, que vinha em sentido contrário. De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o ônibus estava vazio no momento do acidente. O motorista estava indo em direção ao ponto final da linha para iniciar a viagem com passageiros.

Ainda conforme informações dos policiais que atenderam a ocorrência, a vítima ficou presa às ferragens e equipes de resgate tiveram que ser acionadas para tentar retirar a mulher ainda com vida. Na colisão, o carro que ela dirigia, um modelo Honda Civic, ficou completamente destruído e a motorista acabou morrendo no local.

Tragédia

Uma triste coincidência do destino acrescentou um dado macabro a essa ocorrência na rodovia da morte. Segundo familiares, a mulher de 32 anos, e que se dirigia ao Aeroporto Internacional de Viracopos, onde trabalhava, perdeu o marido também em um acidente na mesma rodovia, há um ano e meio. Thiago Aparecido de Oliveira, a época com 34 anos, morreu após uma ultrapassagem no km 77 da mesma rodovia, na altura de Vinhedo. Ele bateu a moto que pilotava de frente em um caminhão.

De acordo com o irmão da vítima, o professor Misael Oliveira Costa, 34 anos, os filhos do casal ainda tentam se recuperar da perda do pai. "É uma tragédia. Uma família que se foi por conta da rodovia ", disse. Além do filho de 11 anos, a mulher deixa outro filho de cinco anos. A família informou que não sabe se tomará alguma providência em relação ao Estado por conta das mortes.

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Rodrigo Piomonte/ Correio Popular