Publicado 19 de Agosto de 2021 - 20h06

Por Thifany Barbosa/Correio Popular

Maurício Zamboni, auditor fiscal da Receita Federal ao lado do chefe da PF, Edson Geraldo de Souza em coletiva

Ricardo Lima

Maurício Zamboni, auditor fiscal da Receita Federal ao lado do chefe da PF, Edson Geraldo de Souza em coletiva

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) a 2ª fase da “Operação Black Flag”, nomeada como “Operação Evolutio”. Essa fase busca esclarecer os crimes financeiros praticados pela organização criminosa identificada na primeira fase, bem como as circunstâncias em que se deram os crimes que prejudicaram a instituição financeira Desenvolve SP.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em residências e empresas de investigados. Houve ainda a emissão de um mandado de prisão temporária. As ações ocorrem nos municípios de São Paulo e Itaquaquecetuba (SP). O suspeito preso e os materiais apreendidos, como armas e munições, foram encaminhados à sede da PF em Campinas.

Após a deflagração da primeira fase, em maio deste ano, e a partir da análise dos documentos apreendidos, a PF e a Receita Federal identificaram a participação direta de uma empresa de fachada na obtenção de financiamentos milionários, para suposta aquisição de maquinário por empresa controlada pelos membros da organização criminosa.

Títulos falsos

As investigações detectaram que os envolvidos obtiveram cinco linhas de crédito, que totalizaram R$ 19 milhões junto à Desenvolve SP. O grupo usava títulos de créditos falsos, além de simularem a compra de equipamentos que nunca foram entregues.

Nesta segunda fase, a força-tarefa verificou que uma empresa de fachada vendeu máquinas a um grupo econômico investigado na primeira fase da Operação Black Flag financiadas por um banco público.

A mesma empresa de fachada também vendeu máquinas a uma instituição financeira privada, operação esta vinculada a um arrendamento (leasing) ao grupo investigado. Tais operações totalizaram cerca de R$ 20 milhões.

Na análise da movimentação financeira, constatou-se que 90% dos valores recebidos pela empresa de fachada foram remetidos ao grupo econômico investigado, cerca de R$ 18 milhões. Ou seja, o dinheiro, em vez de cobrir os custos do vendedor, foi remetido ao comprador do maquinário, o que contraria qualquer lógica comercial e reforça os indícios de que a operação foi fraudulenta.

Desenvolve

Por meio de nota, o Desenvolve SP esclarece que foi uma das vítimas da organização criminosa investigada pela PF, que realizava crimes contra instituições do sistema financeiro dez anos atrás. A instituição está colaborando integralmente com as investigações e tem total interesse em que os culpados sejam punidos. E ainda está adotando todas as medidas judiciais cabíveis para proteger a instituição.

Escrito por:

Thifany Barbosa/Correio Popular