Publicado 19 de Agosto de 2021 - 14h07

Por Rodrigo Piomonte/ Correio Popular

Pacientes aguardam na fila de atendimento médico do serviço de pronto-socorro, no Hospital de Clínicas da Unicamp: complexo hospitalar é frequentado por pessoas de toda a região

Diogo Zacarias

Pacientes aguardam na fila de atendimento médico do serviço de pronto-socorro, no Hospital de Clínicas da Unicamp: complexo hospitalar é frequentado por pessoas de toda a região

Prefeitos da Região Metropolitana de Campinas (RMC) discutiram nesta quarta-feira (18) a necessidade de construir um novo complexo hospitalar com capacidade para servir a toda a região. A medida foi sugerida como forma de fortalecer e melhorar o atendimento ofertado pelo sistema público de saúde regional. A construção do novo hospital foi o principal assunto do encontro de prefeitos, que contou com participação do reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Antônio José de Almeida Meirelles, o Tom Zé, além de gestores municipais de 14 cidades.

A ideia dos prefeitos é dotar a região de um complexo regional que dê suporte aos municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde da 7ª Região (DRS-7), além de ampliar o atendimento do sistema público de saúde regional das 19 cidades que integram a RMC. A principal preocupação das autoridades regionais é garantir uma maneira de reduzir a fila de espera do sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde) do governo do Estado de São Paulo.

A construção do hospital metropolitano foi proposta pela Unicamp e apresentada pelo diretor-executivo da Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS) da universidade, Oswaldo da Rocha Grassiotto. Segundo ele, há a possibilidade da doação de uma área de 40 mil metros quadrados, próxima ao Hospital de Clínicas, para a construção do novo complexo.

A construção, orçada inicialmente em cerca de R$ 400 milhões, teria capacidade de atendimento de casos de média complexidade e contaria com 400 leitos à disposição dos pacientes da RMC. O custo da obra seria de responsabilidade do Estado e a estimativa é a de que o complexo geraria uma despesa anual de aproximadamente R$ 250 milhões. Pelas tratativas, a Unicamp seria responsável pelo contrato de gestão, porém, a operação e os custos ficariam a cargo da Secretaria Estadual de Saúde.

O reitor da Unicamp, Tom Zé, por meio de participação virtual, reforçou a disposição da universidade de estreitar os laços com as cidades da RMC e contribuir com a saúde regional. "Principalmente nesse momento, a nossa disposição enquanto universidade é a de auxiliar a região nessas questões e ser parceiro da RMC", disse o reitor.

Como presidente do Conselho da RMC, o prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis (MDB), vem defendendo a necessidade de contar com o hospital metropolitano. Segundo ele, a intenção de levar a equipe técnica da Unicamp para o encontro dos prefeitos da RMC foi justamente discutir de forma mais pontual a construção da nova unidade.

Para o prefeito, a construção do hospital é essencial para a RMC. "Sofremos com a espera da fila do sistema Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde), ainda mais com ele ficando em São Paulo e não em Campinas. Isso dificulta para os prefeitos atenderem a população", disse. "Temos que encontrar soluções para diminuir a fila de espera do sistema Cross. Para isso, a construção do hospital metropolitano seria uma grande solução. É uma luta de todos os 20 prefeitos da Região Metropolitana de Campinas", explicou Reis.

Por sua vez, o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), afirmou achar a proposta importante para a região, mas fez ressalvas quantos aos custos para a construção e custeio da nova instituição. "Sou totalmente favorável, mas precisamos ter um discurso consistente, ou seja, temos que ter a estruturação da proposta", disse.

O prefeito de Americana, Chico Sardelli (PV), reforçou a necessidade de intensificar o trabalho para viabilizar a construção do hospital metropolitano e comentou que a implantação de um Cross na região trará enormes benefícios à região. "Hoje sabemos das dificuldades do sistema, então a melhor coisa é descentralizar", disse. ]

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