Publicado 19 de Agosto de 2021 - 12h00

Por João Lucas Dionisio/Correio Popular

Funcionárias do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa) orientam consumidores em loja de vestuário na Rua 13 de Maio: cuidados devem ser mantidos

Eduardo Lopes/Prefeitura de Campinas

Funcionárias do Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas (Devisa) orientam consumidores em loja de vestuário na Rua 13 de Maio: cuidados devem ser mantidos

Visando conscientizar os estabelecimentos comerciais e a população sobre a necessidade de manter e cumprir as regras sanitárias de combate à covid-19, a Prefeitura de Campinas promoveu ontem uma operação integrada do Comitê Municipal de Enfrentamento da Pandemia de Infecção Humana pelo Novo Coronavírus (Covid-19) na Rua 13 de Maio, uma das regiões mais movimentadas da cidade.

A ação contou com alguns órgãos municipais, como o Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), a Guarda Municipal e a Defesa Civil. Durante o trabalho, que ocorreu no período da manhã, 17 lojas foram inspecionadas, das quais uma autuada por não oferecer o número suficiente de máscaras aos seus funcionários, impossibilitando a troca periódica do item de proteção.

De acordo com a assessora técnica do Departamento de Vigilância em Saúde, Priscilla Brandão Vacci, a iniciativa é a de conscientizar sobre importância de se manter os procedimentos e comportamentos de combate ao coronavírus, apesar da vacinação e de flexibilização das restrições.

“O uso de máscara, o distanciamento mínimo de um metro e a higienização das mãos com álcool em gel são ações a ser conservadas. A fiscalização será sistemática, a fim de garantir que as orientações de segurança continuem sendo respeitadas”, explicou Priscilla. Para ela, a ação se torna ainda mais imprescindível devido à circulação da variante Delta na região, fato que vem preocupando a Administração.

O Comitê utiliza um ranking municipal para verificar quais bairros de Campinas registram o maior número de casos da doença. “Temos uma atenção a mais com os bairros Centro e o Cambuí, que são as regiões com mais pessoas infectadas com o novo coronavírus no município”, afirmou Priscilla. Entretanto, a fiscalização também ocorre mediante denúncias realizadas pelo número 156.

Segundo a fiscal do Devisa, Cinara Bernardi, nos locais são observados o uso de máscara por parte dos clientes e funcionários, a disponibilização de álcool em gel e o distanciamento de ao menos um metro. “Essas checagens são feitas reiteradamente desde abril do ano passado e elas continuarão apesar do relaxamento de algumas restrições. Buscamos a redução e estabilização do número de casos”, ressaltou Cinara. A multa para o comércio que não cumprir as normas sanitárias pode ultrapassar os R$ 6 mil.

A aposentada, Maria de Lourdes, de 67 anos, considerou a iniciativa essencial. “Já presenciei alguns lojistas sem máscara. Quando percebo que as regras mínimas de prevenção não estão sendo cumpridas, vou embora. Vejo como um desrespeito ao consumidor”, afirmou a aposentada. Contudo, segundo ela, que costuma frequentar a Rua 13 de Maio, a maioria dos comércios está cumprindo as orientações.

Muitas pessoas ainda são flagradas circulando nas ruas e calçadas sem máscara. Nessa circunstância, funcionários da Defesa Civil de Campinas orientam o pedestre e distribuem máscaras. “Alguns indivíduos têm a sensação de que tudo está liberado e que as medidas sanitárias não são mais importantes, o que é incorreto. Campinas ainda registra um índice de transmissão e a população deve se cuidar, ainda mais por conta da variante Delta”, ressaltou Sidnei Furtado, diretor do órgão.

Uma das principais ferramentas para o combate à covid-19, segundo Furtado, é a cidadania. Segundo ele, as pessoas precisam perceber que estas simples ações: uso de máscara, o álcool em gel e o distanciamento, ainda salvam vidas, além da vacina. O objetivo da operação, segundo o diretor, “é manter o controle da pandemia na cidade. Mas o envolvimento da população é fator preponderante”.

Imunizado com as duas doses da vacina contra a covid-19, o aposentado Maurício Siqueira, de 63 anos, segue tomando todos os cuidados ao circular pelas ruas de Campinas. "A vacina não evita a contaminação do vírus. Ela reduz as chances de uma evolução para um quadro grave. Mesmo imunizado, continuo atento ás precauções", reforçou. O aposentado, que é morador do Cambuí, ainda teme contágio devido ao fluxo de pessoas no bairro durante os finais de semana. Para ele, é compreensível que as pessoas estejam cansadas de ficar em casa e os estabelecimentos precisam funcionar para recuperar seus prejuízos, porém, a liberação em 100% ainda é algo precoce, principalmente com essa nova variante.

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João Lucas Dionisio/Correio Popular