Publicado 17 de Agosto de 2021 - 10h12

Por Mariana Camba/Correio Popular

Etec Bento Quirino, que fica no bairro Cambuí: : os professores que aderiram ao movimento grevista continuam dando aulas de forma remota

Kamá Ribeiro

Etec Bento Quirino, que fica no bairro Cambuí: : os professores que aderiram ao movimento grevista continuam dando aulas de forma remota

Professores das Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Centro Paula Souza (CPS) aderiram parcialmente a uma greve sanitária, há duas semanas. De acordo com o corpo docente, a decisão se deu no momento em que o CPS convocou a presença dos professores nas unidades de ensino, no último dia 2.

Diante da exposição ao novo coronavírus e do medo devido ao retorno presencial, os professores afirmaram que apenas vão retornar às atividades nas escolas quando, ao menos, 80% da comunidade escolar estiver com o ciclo de imunização completo, o que inclui os alunos. Os que aderiram ao movimento continuam ensinando de forma remota.

Dentre as unidades de ensino que fazem parte do CPS, duas estão localizadas em Campinas, a Etec Bento Quirino, no Cambuí; e a Etec Conselheiro Antônio Prado (Etecap), no Jardim Santa Mônica. Na primeira, cerca de 30 professores aderiram ao movimento. Na segunda, cerca de seis profissionais da Educação estão participando da greve.

Segundo a professora da Etec Bento Quirino, Orleide Alves Ferreira, muitos profissionais retornaram às escolas por medo de represálias por parte da instituição, caso aderissem à paralisação parcial. "É uma pena, pois esses docentes estão colocando a vida deles em risco", afirmou.

De acordo com ela, o CPS não disponibiliza testagem aos professores e alunos e, em casos confirmados da covid-19, "como já ocorreu desde o retorno às unidades de ensino", há suspensão das aulas apenas por uma semana e não por 14 dias. "Os protocolos de segurança adotados pela instituição não são tão seguros assim", declarou. Os que aderiram estão trabalhando normalmente, mas de casa. Dentro das salas de aula há uma televisão, microfone e câmera, acrescentou, para que o sistema híbrido seja desenvolvido, pois também existem alunos que preferiram ficar em casa. "Ainda assim, a estrutura para que isso ocorra não é adequada. O professor continua dando aula remota mesmo no presencial, mas, muitas vezes, a internet não colabora", garantiu.

Segundo a professora da mesma Etec, Carolina Lima de Souza, os docentes que participam do movimento estão tendo faltas registradas. Mas a situação, de acordo com ela, está sendo negociada pelo sindicato da categoria.

A assessoria do CPS informou que os alunos foram divididos entre as aulas presenciais e on-line, em revezamento, para que todos tenham acesso aos conteúdos. "Em relação à mobilização do sindicato, 2,4% do quadro de 18.941 professores e servidores declararam adesão ao movimento.

Desde o último dia 2, 0,39% dos docentes do Estado em aulas presenciais notificaram a instituição sobre suspeitas ou diagnósticos de covid-19, sendo aplicadas as medidas previstas no protocolo sanitário", declarou por meio de nota a instituição.

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