Publicado 20 de Julho de 2021 - 10h39

Por Rodrigo Piomonte/ Correio Popular

Movimentação de idosos no posto da 612 Sul para Vacinação contra Influenza

Marcello Casal JrAgência Brasil

Movimentação de idosos no posto da 612 Sul para Vacinação contra Influenza

A variante Delta do coronavírus que está sendo apontada por trabalhos científicos conduzidos pelo mundo todo como a mais contagiosa entre todas as cepas já sequenciadas durante a pandemia está em circulação em Campinas, confirma o Departamento de Vigilância Epidemiológica de Saúde.

Mesmo ainda não havendo estudos de sequenciamentos que confirmam a presença da nova variante na cidade, a Prefeitura anunciou nesta segunda-feira (19), durante entrevista coletiva transmitida por meio das redes sociais, a possibilidade dessa nova variante estar em circulação na cidade.

"Apesar de a predominância em Campinas ser a variante P1, já é bem possível que a nova cepa esteja circulando na cidade. E se não estiver, logo chegará porque já foi confirmada em São Paulo. Por isso, a nossa prioridade em acelerar a vacinação", disse a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben.

Atualmente, a cepa de prevalência nos casos de contaminação de coronavírus na cidade ainda é a P1, ou Cepa de Manaus. E mesmo com as ações de controle da pandemia, avanço da campanha de imunização e sensível redução do número de leitos ocupados e óbitos, a cidade conta com mais de 121,6 mil pessoas contaminadas e cerca de 4 mil mortos.

Por conta disso, a Prefeitura disse que vai colocar a partir de hoje novas estratégias de aumento da capacidade de vacinação para tentar minimizar os efeitos da disseminação e contágio dos campineiros com a nova variante do vírus. Nesta terça-feira (20), inclusive, a partir das 10h, abre agendamento para a vacinação de pessoas a partir de 30 anos.

Novidade

Segundo a Prefeitura, a partir da próxima semana a vacinação dos grupos prioritários por agendamento passa a funcionar diariamente em todos os postos de saúde da cidade. Até então a campanha ocorre com um rodízio dos postos de saúde. Enquanto uns estão voltados para a campanha de imunização, outros estão fazendo o atendimento normal ao público.

A outra ação que visa conter a pandemia e ampliar a capacidade da cidade em vacinar sua população é a possibilidade de as empresas interessadas participarem da campanha vacinando seus funcionários. De acordo com a Prefeitura através de uma parceria com a Secretaria de Saúde a empresa pode entrar em contato com a Prefeitura e administrar a imunização do colaborador no ambiente de trabalho, desde de que os trabalhadores estejam dentro da faixa atendida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI).

Conforme a Prefeitura, a parceria com as empresas é inédita e acontecerá de forma segura, sendo selecionadas as interessadas por meio de um chamamento público que será publicado hoje no Diário Oficial do Município.

Um evento teste com duas empresas que já procuraram a Prefeitura para a participarão na parceria inicia-se nesta quarta-feira. De acordo com a diretora da Devisa, as empresas escolhidas após chamamento público terão que atender a todos os protocolos previstos na parceria, sendo responsáveis pela retirada, transporte do imunizante, pelo espaço adequado e pelo profissional da saúde que fará as aplicações.

"A grande novidade é que está mudando a forma que a gente vai fazer a vacinação. Ela passa a ser diária em todos os centros de saúde da cidade e também nas empresas interessadas", explica a diretora do Devisa.

O prefeito Dário Saadi disse que a estratégia de ampliar a capacidade de vacinação leva em conta o recebimento de doses prevista para o final deste mês e agosto. "Campinas é um exemplo na vacinação", disse.

O secretário de Saúde, Lair Zambon, reforçou que a estratégia de ampliar a vacinação vai permitir acelerar a imunização, chegando a 1 milhão de doses aplicadas em quatro meses. "A expectativa da administração é aumentar a capacidade de 33 mil por semana para 66 mil doses aplicadas por semana", completou.

Taxa de contágio

A taxa de contágio do novo coronavírus em Campinas está em 0,9%, informou ontem a Secretaria Municipal de Saúde de Campinas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), taxa abaixo de 1% significa redução na transmissão do vírus em uma localidade.

Com essa taxa de contágio em 0,9%, a cada 100 pessoas contaminadas em Campinas o vírus é transmitido para outras 99 pessoas. Essa taxa na cidade já chegou a 0,76, entre o final do mês de março e começo de abril. Período que antecedeu o aparecimento da variante P1, ou Cepa de Manaus, responsável por uma explosão de casos sequentes.

Leitos

O presidente da Rede Mário Gatti, Sérgio Bisogni, confirmou nesta segunda-feira a continuidade da desmobilização dos leitos de enfermaria e de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para covid para o atendimento de casos não covid.

A Secretaria de Saúde vai reduzir 30 leitos de UTI exclusivos para pacientes com covid-19. Segundo Bisogni, 20 leitos foram revertidos no Hospital Municipal Mário Gatti na semana passada e ontem teve início a desmobilização de outros dez no Hospital Ouro Verde.

Os dois hospitais municipais terão agora 90 leitos de UTI covid, sendo 30 no Mário Gatti e 15 no Mário Gatti-Amoreiras (antigo Metropolitano) e 45 no Ouro Verde.

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Rodrigo Piomonte/ Correio Popular