Publicado 16 de Julho de 2021 - 14h01

Por Correio

Movimento no Terminal Rodoviário em Sumaré: custos operacionais são altos

Divulgação

Movimento no Terminal Rodoviário em Sumaré: custos operacionais são altos

O laudo pericial, anexado a ação civil movida pela Viação Ouro Verde contra a Prefeitura de Sumaré, apontou um desequilíbrio financeiro de R$ 53,7 milhões de reais entre 2014 a 2021. O valor refere-se ao valor que a concessionária que opera o transporte público na cidade teria gasto para manter funcionando os veículos que hoje circulam pelo município.

Segundo consta na ação, no contrato de concessão firmado entre poder público e a empresa, está especificado que anualmente deveria ser feita uma revisão no valor da tarifa que é repassada à empresa, porém, isso não acontece desde março de 2016, quando foi publicado um decreto estipulando o valor da tarifa em R$3,20. De acordo com o diretor de Comunicação do Grupo Belarmino - à qual pertence a viação -, Paulo Bardal, mesmo sem o aumento do repasse, a empresa cumpriu com todos os seus compromissos de contrato, inclusive colocando 16 novos veículos na frota à disposição dos passageiros. Além disso, garante o diretor, existem os gastos com manutenção da frota, o aumento do valor do diesel, além do pagamento de todos os funcionários, “Com os ônibus operando, pagando funcionários, caso a receita que se atinge com a venda de passagem não chega neste valor, fica impossível cobrir os custos operacionais. E quanto mais esse problema vai sendo arrastado, mais aumenta o prejuízo”.

O contrato de concessão da prefeitura com a empresa foi firmado em 2008 e tem vigência de 15 anos. O valor estipulado da passagem na época era de R$2,20. Depois de ser homologado pelo juiz, o documento será apresentado tanto para prefeitura quanto para empresa, de forma que as partes intimadas se manifestem, comentem ou discordem.

Escrito por:

Correio