Publicado 30 de Junho de 2021 - 11h36

Por Correio Popular

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A Escola Estadual Aníbal de Freitas, em Campinas, deverá providenciar a criação de um grupo de trabalho com pessoas e entidades que trabalham com a temática Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT). O acordo foi feito entre representantes da escola e o promotor de Justiça Rodrigo Augusto de Oliveira, do Ministério Público de Campinas, durante uma reunião virtual realizada na última sexta-feira, dia 25.

As medidas devem ser adotadas para que ocorra a reparação do episódio em que um aluno foi repreendido por sugerir atividade sobre o Mês do Orgulho LGBT. Os representantes da escola expuseram as providências adotadas diante do ocorrido, bem como as ações já existentes a respeito da diversidade e ideias sobre novas medidas.

O caso é apurado em um procedimento administrativo pela Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude de Campinas.

A Promotoria pede que a escola preste informações sobre projeto de diversidade que deverá ser apresentado, abrangendo os estudantes, não apenas do ensino médio, além de pais e familiares, funcionários e professores, com a adequação e linguagem pertinentes à faixa etária e sem prejuízo dos trabalhos já desenvolvidos nessa direção.

Participaram também da reunião a promotora de Justiça, Andréa Santos Souza, a procuradora de Justiça, Isabella Ripoli Martins, e representantes de entidades e órgãos públicos.

O caso

No dia 11 de junho, o aluno da escola estadual foi constrangido depois de ter sugerido, no grupo de whatsapp da escola, a realização de um trabalho com a temática LGBT. Depois de ter apresentado sua sugestão, o estudante foi silenciado pelos pais de alunos e a diretora do colégio, que se manifestaram contra o tema. Na sequência, a professora mediadora da escola telefonou para o garoto e o repreendeu, afirmando que o assunto era inadequado. No dia seguinte a irmã do menino, Danielle Cristina Pereira de Oliveira, registrou um boletim de ocorrência e divulgou o caso em uma rede social.

Segundo ela o modo de agir da profissional foi severo, o que deixou Lucas sem reação e aos prantos.

O assunto ganhou repercussão entre alunos e professores do colégio, que se organizaram para protestar contra a discriminação sofrida. O corpo docente do colégio, inclusive, divulgou nas redes sociais, uma carta aberta para declarar que não compactua com qualquer tipo de preconceito ou discriminação.

Os educadores afirmaram que situações como a que hostilizou e expôs o menino, não fazem parte da metodologia desenvolvida por eles. "A atitude tomada ocorreu sem o conhecimento prévio e, portanto, sem análise e consentimento desta equipe docente", declarou a carta.

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