Publicado 29 de Junho de 2021 - 10h32

Por Rodrigo Piomonte/Correio Popular

Bares e restaurantes vão poder voltar a funcionar até as 21h, quando começa o toque de recolher em Campinas: ocupação máxima permitida é de 40%

Ricardo Lima/Correio Popular

Bares e restaurantes vão poder voltar a funcionar até as 21h, quando começa o toque de recolher em Campinas: ocupação máxima permitida é de 40%

Depois de sete dias e reconhecendo que houve uma pressão dos setores econômicos que alegaram prejuízos com o toque de recolher iniciando às 19h, a Prefeitura de Campinas anunciou na tarde desta segunda-feira, 28, uma flexibilização e a volta do toque de recolher a partir das 21h com duração até as 5h, a partir desta quinta-feira dia 1º de julho. Com a flexibilização dos serviços, comércios e demais atividades econômicas consideradas não essenciais voltam a poder encerrar o funcionamento presencial duas horas depois do previsto atualmente.

No anúncio, foi informado também que os estabelecimentos poderão funcionar com 40% da capacidade de clientes.

A informação foi divulgada pelo prefeito Dário Saadi (Republicanos), em entrevista coletiva transmitida por meio das redes sociais. O novo decreto com as regras de circulação na cidade será publicado na edição do Diário Oficial do Município desta quarta-feira, terá duração até o dia 15 de julho, e foi pautado com base na queda dos indicadores precoces desenvolvidos pela prefeitura e que monitoram a evolução da covid-19 em Campinas.

Com o novo toque de recolher, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em vias e espaços públicos, e também em dependências de postos de combustíveis, fica mantida pela administração e passam também a acompanhar o novo horário. O mesmo vale para a redução do transporte público em vigor, que, segundo o prefeito, será revisto por conta do novo horário do toque de recolher.

Durante o anúncio, o prefeito reconheceu que o horário das 19h impactou os setores econômicos, mas fez questão de reforçar que a medida de flexibilização foi tomada com base nos números da pandemia na cidade e, principalmente, seguindo informações dos indicadores precoces.

Esses dados desenvolvidos pela prefeitura apontaram, conforme os números divulgados pela Secretaria de Saúde, queda de 25% nos atendimentos de síndromes gripais nas unidades básicas e pronto atendimentos da cidade. Ainda segundo os dados, houve redução da positividade de covid-19 de 35% para 31,9% nas duas últimas semanas na rede pública.

"Campinas está tendo um combate à pandemia extremamente responsável, mas é preciso não haver aglomeração. Nós estamos com os indicadores precoces em queda. Houve redução de 8.900 para 5.400 atendimentos na rede básica de saúde. Mas é preciso o apoio da população nesse sentido. Os indicadores analisados nos permitem flexibilizar, mas não podemos permitir aglomerações", disse o prefeito Dário Saadi.

Pressão econômica

Para a médica infectologista Rachel Stucchi, da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas, o tempo de duração do toque de recolher foi extremamente curto. "A análise de uma semana, para ser bem sincera, não sei se representa algo no controle da pandemia, mas certamente eu acho que houve uma pressão econômica muito grande", disse.

Segundo a prefeitura, a taxa de transmissão na cidade está em 1,07, o que indica que 100 pessoas podem transmitir a doença para outras 107.

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